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Dessecação da Soja: qual o melhor momento

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Colheita Soja

Qual o melhor momento para a dessecação da Soja?

A dessecação da soja é uma interferência essencial na cultura para casos em que a colheita deve ser antecipada, tanto para garantir a qualidade do grão e ter uma homogeneidade na colheita, quanto para poder realizar o plantio da segunda safra com uma melhor janela de chuvas.

Considera-se a maturação da semente o processo que compreende uma série de alterações fisiológicas, funcionais e morfológicas que ocorrem desde a fecundação do óvulo até o momento ideal para a colheita do grão (Delouche, 1977). Ocorrem mudanças na matéria seca do grão, na umidade, tamanho, vigor e germinação, até o estádio R7, o qual a semente não depende mais da planta e passa a sofrer maiores influências do ambiente (Carvalho & Nakagawa, 2000; Fehr & Caviness, 1977). O atraso na colheita acarreta prejuízos às sementes por conta da umidade relativa do ar, causando rachaduras e enrugamentos, facilitando a entrada de patógenos (Marcandalli et al., 2011). Logo, medidas e procedimentos para conservar a qualidade da semente são ideais para adiantar uma boa colheita.

Fenologia da Soja

Nos dias de hoje, o modelo mais utilizado para se acompanhar o ciclo da soja é o proposto pelos pesquisadores Fehr e Caviness em 1977, o qual divide os estádios em Vegetativo (V) e Reprodutivo (R), com suas respectivas subsivisões. Segue esquema para explicação dinâmica dos estádios fenológicos:

Figura 1. Estádios Vegetativos da Cultura da Soja.
Fonte: Fehr & Caviness, 1977.
Figura 1. Estádios Vegetativos da Cultura da Soja.
Fonte: Fehr & Caviness, 1977.
Figura 2. Estádios Reprodutivos da Cultura da Soja (R1 a R6).
Fonte: Fehr & Caviness, 1977.
Figura 3. Estádios Reprodutivos da Cultura da Soja (R7.1 a R8).
Fonte: Fehr & Caviness, 1977.

Melhor momento para Dessecação

A decisão para o melhor momento de se aplicar o dessecante na soja é o fator principal para a boa operação de dessecação da cultura na pré-colheita. A aplicação antecipada na soja pode provocar perdas de produtividade, já que pode interferir no enchimento final de grãos, vigor das sementes e diminuir a sua germinação no campo. Por outro lado, uma aplicação tardia se mostra como ineficaz, não cumprindo com seu objetivo principal (Lamego, 2013).

Logo, o principal momento para dessecação na soja é no estágio R7.2, com amarelecimento de 50 a 75% das folhas e vagens, no qual as perdas de produtividades são mínimas, com baixa interferência na taxa fotossintética da planta e, consequentemente, no enchimento de grãos (Lamego, 2013). Além da sua atuação como fator para adiantar a colheita, a dessecação favorece a menor incidência de daninhas e uniformizar a produção (Embrapa, 2012).

Principais dessecantes de Soja

O principal dessecante que era utilizado na cultura da soja era o Paraquat, comumente utilizado na dose de 2 L.ha-1, por conta de ser um herbicida não seletivo, de baixa persistência no solo e com reduzida translocação da planta. Após sua proibição de uso no país, tem-se utilizado:

  • O Diquat, na dose de 1,5 L.ha-1;
  • O Glufosinato de amônio, na dose de 2 L.ha-1;
  • O Flumioxazin, na dose de 50 g.ha-1;
  • O Suflafenacil na dose de 40 g.ha-1.

Vantagens de se dessecar a Soja

Soma-se ao adiantamento da colheita, o seu melhor planejamento, adiantar o plantio do milho, ou da cultura que será implantada na segunda safra, como benefícios adicionais da prática. Também há a maior eficiência das máquinas, aumentando o tempo produtivo, diminuindo “embuchamento” e perdas na colheita, o controle de plantas daninhas e redução dos danos de pragas e fungos que atacam o grão no final do ciclo (Marcos Filho, 2005 apud. Lamego, 2013).      

Conclusões

O uso de dessecantes na cultura da soja é essencial para se manter a qualidade dos grãos no campo e prevenir eventuais perdas na pós-colheita. O seu uso garante a possibilidade de se adiantar o plantio da segunda safra, aproveitando uma melhor janela de chuvas e promovendo segurança alimentar, indiretamente.

>> Leia mais sobre a cultura da soja em “Inoculação de bactérias na cultura da soja”.

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Referências

CARVALHO, N. M.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. 4.ed. Jaboticabal: Funep, 2000. 588 p.   

DELOUCHE, J. C. Pesquisa em sementes no Brasil. Brasília: AGIPLAN, 1975. 47 p.

EMBRAPA SOJA. Soja em números (safra 2010/2011). Embrapa Soja. Disponível em: <http://www.cnpso.embrapa.br/index.php?cod_pai=2&op_page=294>. Acesso em: 21 abr. 2012.

FEHR, W. R.; CAVINESS, C. E. Stages of soybean development. Ames: Iowa Agricultural Experimental Station, 1977. 11 p. (Special Report, 80)

LAMEGO, F. P. et al. Dessecação pré-colheita e efeitos sobre a produtividade e qualidade fisiológica de sementes de soja. Planta Daninha, v. 31, n. 4, p. 929-938, 2013.

MARCANDALLI, L. H.; LAZARINI, E.; MALASPINA, I. G. Épocas de aplicação de dessecantes na cultura da soja: Qualidade fisiológica de sementes. R. Bras. Sementes, v. 33, n. 2, p. 241-250, 2011.   

MARCOS FILHO, J. Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Piracicaba: FEALQ, 2005. 495 p.

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