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Planejamento estratégico: o que é e como ele vai deixar sua vida mais fácil!

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mesa de trabalho com notebook, xícara de café, lápis e bloco de anotações

Empreender é planejar-se!

Ao abrirmos um negócio, claro que todos nós queremos que ele traga retornos, seja reconhecido pelas pessoas, seja durável e etc. Enfim, pensamos em como vai ser o futuro inteiro dele! E a notícia boa é que empreender é exatamente isto: é sim pensar no futuro, mas é fazer isto com base em ferramentas que te ajudem na sua tomada de decisão. A este processo de “pensar no futuro” damos o nome de Planejamento Estratégico. Conhecendo-o, tudo fica mais fácil na hora de modelarmos nossas ideias!

Neste artigo, o tema vai ser abordado através de suas definições, mas principalmente com base em algumas das principais ferramentas para que um negócio seja planejado. A boa notícia é que fazer a Análise Estratégica da sua empresa é FÁCIL, e vai facilitar muito a sua vida e as suas decisões, que a partir deste modelo serão tomadas com uma racionalidade muito maior, em cima de bases técnicas.

Planejamento Estratégico: o que é?

Planejamento Estratégico é uma etapa organizacional, na qual uma empresa pensa e planeja seu futuro a médio e longo prazo, estipulando uma série de fatores que serão projetados ao longo do tempo, como seus objetivos e metas. Para Ghermandi (2014), o planejamento estratégico não é apenas uma “ferramenta”, mas sim a competência administrativa que auxilia gestores a pensarem à longo prazo em uma organização.

Mas, e aí? Sabendo que os objetivos do planejamento estão na tomada de decisão à longo prazo, sobre quais itens eu, empreendedor, preciso me planejar? E é aqui que podemos partir desde os assuntos mais básicos, como as metas, objetivos, prazos e outros pontos mais quantitativos da nossa tarefa, até outras coisas que não são tão claras assim, como, por exemplo, a missão, visão e valores da sua companhia.

É claro, tudo que é pensado sempre merece revisitação em algum momento dentro do tão falado “longo prazo”. Inclusive, é recomendável que até mesmo o Planejamento mude com o tempo, pois, ele foi feito para ser o melhor naquele momento, mas em um mundo de mudanças e de rápida reversão de tendências, o melhor é mesmo estar preparado.

O bom é: com planejamento nunca estamos perdidos, sabemos para onde vamos, ainda que a rota seja corrigida. Já o contrário, como diz Sêneca, não é tão bom assim:

"Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir" - Sêneca: fisósofo, poeta e humanista.
Sêneca: filósofo, poeta e humanista.

Qual a importância de se planejar?

Para responder esta pergunta, vale lembrar que qualquer planejamento, seja um Plano de Negócios ou um Planejamento Estratégico, tem por objetivo diminuir as incertezas e consequentemente, os erros que podem incidir sobre determinada empresa.

Com o futuro bem planejado e com metas e objetivos estipulados, fica mais difícil perder o foco. No geral, existem ganhos em processos mais elaborados, coesos e organizados bem como maior facilidade de execução das tarefas do dia a dia. O momento de planejamento também é excelente para que novas ideias, inovações (tanto externas quanto internas) surjam. Mas os benefícios não param por aí!

Por exemplo, para Matos (2018), o planejamento é uma excelente maneira de engajar as equipes e fazer com que todos trabalhem em prol de um objetivo comum. Ao definirmos uma missão, damos o sentimento de pertencimento à equipe, e os colocamos como os tripulantes de uma nave, cada qual com sua função dentro dela.

Como já comentado, o Planejamento Estratégico facilita as tomadas de decisão, permitindo que os gestores troquem o “feeling” pelo racional, pelo que já foi pensado, pelo que já foi estudado em outro momento. Mas, além disso, o maior benefício do planejamento é o processo de “autoconhecimento” da sua empresa. É conhecê-la muito bem em suas forças e suas fraquezas, o que pode ser explorado como potencial e o que deve ser corrigido ao longo do tempo, entregando uma visão holística (e sincera) sobre todo o negócio.

DIY: Faça você mesmo seu planejamento estratégico

A melhor parte agora: sim, você pode fazer o Planejamento Estratégico da sua empresa você mesmo, através de ferramentas amplamente conhecidas e de fácil execução. Sempre lembrando que este tipo de estudo pode ser promovido de acordo com as necessidades de corporação para corporação.

Por exemplo, se o desejo é de um plano à longo prazo, esse processo pode ser feito em intervalos de anos. Se o plano é para médio ou curto prazo, pode-se definir o intervalo de meses entre um planejamento e outro. Tudo depende do contexto, variando de acordo com os objetivos da empresa.

Por isso, esta é uma cartilha de apresentação, mas é recomendável que o que aqui foi explicado seja desenvolvido com a realidade de cada negócio. Pode haver coisas que são desnecessárias dentro do planejamento de uma empresa B2B (Business to Business) que é de máxima importância para uma empresa B2C (Business to Costumer), por exemplo, e é umas das primeiras coisas a serem reconhecidas: as particularidades de cada plano.

Por fim, para esta atividade, o ADECA Agronegócios irá trazer as 3 principais ferramentas para começar o processo. Essas ferramentas podem te fornecer resultados mais rápidos e que poderão ser trabalhados em detalhes posteriormente. Começando por aqui, um negócio já avança muito em seu autoconhecimento.

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A Análise de SWOT – comece pelo simples!

A análise SWOT (ou FOFA) é uma das ferramentas administrativas mais conhecidas no meio empresarial. Foi desenvolvida na década de 60 por Albert Humphrey, na Universidade de Stanford, onde foram analisados os dados das 500 maiores corporações da época para que então, fosse criada uma metodologia que permanece até hoje atual.

A função da SWOT é ser uma base, ou uma ferramenta auxiliar ao planejamento estratégico de empresas e projetos. E o maior benefício de se valer desse método consiste na facilidade em identificar pontos fortes e fracos do mesmo por meio da análise qualitativa. Essa é a ferramenta do “autoconhecimento” das empresas, e claro, para isso ela exige muita sinceridade e visão de negócios.

Dito isso, vamos aos significados! SWOT é um acrônimo de palavras em inglês enquanto FOFA é o acrônimo análogo em português, tendo ambos o mesmo sentido. Cada letra da sigla fica representada assim: Strengths (Forças), Weaknesses (Fraquezas), Opportunities (Oportunidades) e Threats (Ameaças).

Figura 1. Análise de Swot.
Figura 1. Análise de Swot.

A matriz SWOT é uma forma para monitorarmos os ambientes externo e interno de determinada companhia. Em um cenário cada vez mais competitivo que a Economia de Mercado moderna proporciona, planejar-se não é apenas olhar para o interior da empresa, mas também olhar para o meio onde a empresa está inserida, fazendo uma comparação da mesma com seus pares no mercado. Se o prognóstico for bom, temos oportunidades! Caso contrário, temos as ameaças.

Casarotto (2019) afirma ainda que a análise SWOT funciona como um diagnóstico completo de determinadas situações, de maneira que isso ajuda o gestor a correr menos riscos e aproveitar as oportunidades no processo decisório. Com um planejamento correto, tarefa à qual a matriz FOFA pode auxiliar o gestor de projetos, diminuem-se as incertezas sobre os negócios, bem como os riscos de insucessos dos mesmos.

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E o que são os fatores internos da SWOT?

Como pode ser observado na figura 1, os fatores internos da matriz SWOT consistem na identificação das Forças e Fraquezas do empreendimento, ou seja, do ambiente interno. Melhor dizendo: no que somos bons e no que temos que melhorar. Mas calma, não é tão simples assim! Todo e qualquer ambiente interno, até mesmo de uma pequena empresa, tem uma infinidade de variáveis complexas a serem analisadas.

Como afirma Oliveira (2018), o ambiente interno da empresa é formado pelo conjunto de recursos humanos, financeiros, físicos, e todos esses fatores devem ser analisados separadamente. A boa notícia é: isto é o que está ao controle das nossas mãos, aqui só dependemos de nós mesmos! É no ambiente interno onde se tem maior controle sobre as situações, já que essas são resultado de estratégias definidas pela própria direção da organização.

Ao realizarmos essa análise interna temos a oportunidade de aprender sobre aspectos e características dentre as estratégias e processos já empregados em nosso próprio negócio. Além disso, também há a possibilidade de prospectar estratégias futuras que podem ser implementadas visando corrigir determinadas falhas, ou ainda, tornar determinados processos mais eficientes. Então, vamos à fundo entender as Forças e as Fraquezas!

Strengths (Forças) – saiba o que você faz bem

As forças são fatores que podem gerar valor para a companhia e estão sob o controle da empresa, dependendo apenas de uma boa gestão de recursos para serem potencializadas e usadas na prática. Ter uma equipe de especialistas em um assunto, unida, feliz, proativa, resiliente, por exemplo, já é uma enorme força. Use-a a seu favor!

Outras, como know-how, networking, portfólio de bons clientes e bons fornecedores, localização privilegiada, imagem positiva na mídia, são outros exemplos de forças que uma companhia pode demonstrar. Por isso o título, no S é saber onde somos bons, mas, acima disto, como explorar cada uma de nossas qualidades na prática (é interessante como a SWOT também vale para a vida pessoal e profissional de cada pessoa, né?).

Qualquer característica analisada como força ou fraqueza deve levar em conta o contexto. Um fator de força para um negócio pode não ser para outro, e vice-versa. Por exemplo, para uma padaria, ter uma boa localização comercial pode ser uma força, enquanto para uma desenvolvedora de softwares a expertise do time de desenvolvedores conta mais do que o local em que a empresa está inserida.

Weaknesses (Fraquezas) – saiba o que melhorar

As fraquezas, por sua vez, são fatores internos negativos que podem atrapalhar as atividades desenvolvidas pela empresa. Quando as fraquezas forem identificadas, há a possibilidade de mitigar possíveis danos que elas possam vir a causar, já que são fatores atrelados apenas à gestão da companhia. Pontos negativos, mas que eu posso controlar!

Algumas possíveis fraquezas, por exemplo, são: os altos custos operacionais, gastos com manutenção de equipamentos, equipe sem união, brigas internas e etc. Para encontrá-las (e o processo para tal é mais difícil do que o de encontrar forças) é preciso uma análise criteriosa.

Para isso, Borges (2013) definiu uma pergunta de ouro que pode nortear o processo para encontrar as deficiências de um negócio: quais fatores podem minar as forças da empresa, atrapalhar na hora de aproveitar cada oportunidade ou potencializar ainda mais uma ameaça?

Quanto antes forem identificados potenciais pontos fracos de um negócio, mais facilmente eles podem ser repensados e corrigidos. Reverter as fraquezas e potencializar as forças de um empreendimento é a chave para o sucesso do planejamento interno.

Fatores externos – Se prepare para eles

Os fatores externos são aqueles que não estão no controle da gestão da empresa, sendo eles as Oportunidades e Ameaças. No caso do ambiente externo, as organizações devem sempre estar atentas ao mercado e às movimentações dele, tanto aquelas que podem ser aproveitadas, quanto aquelas que devem ser evitadas.

Lembre-se, aqui as coisas acontecem alheias à vontade da empresa (sejam elas positivas ou negativas). Nosso foco deve estar naquilo que podemos mudar, mas vale se preparar para diferentes cenários dentro do empreendimento. O planejamento não prevê o futuro, mas se prepara para ele, independente se ele é bom ou ruim.

Opportunities (Oportunidades) – prepare-se para aproveitá-las

As oportunidades são fatores externos positivos que devem ser aproveitadas pelas companhias. Embora sejam fatores fora do controle do planejamento estratégico, eles devem ser aguardados e monitorados para que, no momento em que aparecerem, sejam desfrutados de forma a beneficiar a operação. Eis a sorte (preparação + oportunidade)??

As companhias devem prospectar ativamente as oportunidades de mercado, ou melhor, os gaps (espaços, nichos) que ainda não foram supridos por outras empresas. Quais as dores do meu cliente? Qual as aspirações que meu cliente ainda não é capaz de exercer? O que as pessoas ainda não enxergaram? Quais inovações posso trazer para o meu negócio? Através desta pergunta conseguimos entender melhor as oportunidades.

É este fator externo que pode manter as empresas competitivas dentro do mercado. Em outras palavras, oportunidades podem servir como diferencial em algum momento caso bem aproveitadas. Neste caso, ser o primeiro, ou ser o melhor, pode fazer significativa diferença. Muitas vezes pode ser difícil encontrar estas possibilidades. Por isso, a constante atualização e estudo de novas tendências que tenham grande potencial de lucratividade são aliadas do empreendedorismo.

Threats (Ameaças) – prepare-se para elas também

As ameaças são fatores externos negativos e que podem ser maléficos para um negócio se não forem bem administradas, podendo atrapalhar o objetivo estratégico da empresa. Sabendo que elas podem vir a qualquer momento, o planejamento prévio de estratégias para evitar esses revezes pode ser imprescindível.

Escassez de mão de obra, novas leis e tributações, empresas internacionais, problemas regionais, um lockdown, como temos vivido agora, são ameaças de mercado que podem afligir empresas de diversos segmentos. E por isso, além do preparo e do planejamento, é importante que as empresas também tenham resiliência para sair das crises, afinal, evitar as ameaças externas nem sempre é possível.

Com a análise SWOT podemos traçar um plano de contingência para diversas ameaças mais comuns e assim, minimizar, ou até mesmo zerar, danos que algumas dificuldades possam causar. Prever possíveis ameaças, bem como estudar estratégias para mitigá-las pode ser a melhor estratégia para lidar com elas, já que não é possível controlá-las através da gestão interna do negócio.

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As 5 Forças de Porter

A ferramenta das Forças de Porter foi criada em 1979 por Michael Porter, professor da Harvard Business School. Porter é fundador da consultoria Monitor Group e desenvolveu este conceito baseado em alguns gaps que a Matriz SWOT apresentava. Ou seja, aqui está a melhor forma de complementar sua análise SWOT e deixá-la mais detalhada, o que vai facilitar sua tomada de decisão.

  • Ameaça de produtos substitutos;
  • Ameaça de entrada de novos concorrentes;
  • Poder de negociação dos clientes;
  • Poder de negociação dos fornecedores;
  • Rivalidade entre os concorrentes.

Como vocês podem ver, o nome de cada um dos pilares já fala por si só, mostrando que esta é uma análise que exige mais conhecimento de negócios e de mercado, do que da própria ferramenta em si. Inclusive, conhecer muito bem o meio em que estamos inseridos é o primeiro passo para um Planejamento Estratégico assertivo. Vamos às Forças!

Ameaça de ser substituído – conheça seus concorrentes

Grandes empresas, ou aquelas que apresentam vantagens competitivas duráveis, são empresas perenes, previsíveis e essenciais dentro do longo prazo. Para isto, as mesmas oferecem produtos os quais as pessoas não trocam por nada! Um grande exemplo, ainda que tomemos diversos refrigerantes, é o refrigerante de rótulo vermelho que tomamos aos domingos com a nossa família.

Mas e o seu produto? Ele é substituível? Quais as vantagens que ele oferece que impedem que seu consumidor te troque em algum momento? O que ele traz de especial? É a funcionalidade, a comodidade ou a qualidade? Todas essas e muitas outras perguntas devem ser feitas para entender quais produtos que podem, em algum momento, atrapalhar a performance do seu empreendimento.

Não que necessariamente um produto não possa ser substituído nunca, mas é conhecendo aquilo que ameaça a empresa que podemos fazer melhor do que aquilo! Produtos e serviços resolvem dores de pessoas e, por isso, o foco das empresas deve estar em entender as pessoas! Quando um produto é substituído, ele deixa de sanar de maneira satisfatória as dores das pessoas!

Ameaça de entrada de novos concorrentes – conheça TODOS os concorrentes

Conhecer sua empresa, seus produtos e serviços e seus concorrentes não é suficiente para diluir todos os riscos. Afinal, existe o risco descrito no título: novos players que possam chegar para a competição, seja no seu país, no seu centro de distribuição, na sua cidade ou até mesmo no seu bairro. Esta análise vai depender muito do meio em que você está inserido e em qual área você atua, em qual região.

Imagine o caso dos grandes varejistas brasileiros: eles precisam todos os dias considerar o ganho de mercado da Amazon no Brasil para traçarem suas análises estratégicas. No caso de pequenos negócios, esta análise deve ser ainda mais trabalhada, afinal, esses estão mais suscetíveis à perda de mercado para empresas maiores que um dia possam vir a se estabelecer em suas regiões.

Por isso, é sempre interessante ter diferenciais frente, não apenas aos concorrentes locais, mas sim aos concorrentes globais, que atuam em todas as outras regiões! Neste cenário, quem sabe o negócio a entrar em outras regiões futuramente não seja o seu?

Poder de negociação dos clientes – qual a situação dos clientes no seu negócio?

Como seus clientes se comportam com o seu negócio? Eles têm capacidade de pressionar o preço, fornecimento, qualidade ou estão aceitando a proposta de valor oferecida? Esta análise de poder visa entender exatamente a conjuntura da relação empresa/cliente. Qual o poder de negociação da empresa com o cliente? Quem dita as regras?

Em regras mais gerais, quanto mais exclusivo for o seu fornecimento, menor será o poder de negociação do cliente. Imagine que você seja o único a vender água em um deserto no raio de 100 km. Clientes que chegarem até você não negociarão o preço da água, afinal, ali temos um item escasso. O mesmo ocorre na vida real: ao ser o único fornecedor de matéria-prima para uma indústria, você tende a ter mais margens e poder junto de seus clientes.

O contrário também é verdadeiro, e a este cenário, chamamos de mar vermelho, o local da guerra de preços. Imagine agora que você é um dos 100 fornecedores para a indústria local. Aqui, você pode ser pressionado tranquilamente pela outra parte a reduzir suas margens, a aumentar o fornecimento, a aumentar a qualidade do produto e etc. Mais uma vez os diferenciais são imprescindíveis para fugir de situações externas que podem ser uma ameaça.

Poder de negociação dos fornecedores – invertendo o jogo

Situação idêntica à descrita acima, porém o player que está do outro lado agora é o fornecedor e não mais o cliente. Em tese, o cenário ideal é ser o cliente com poder de negociação e ter fornecedores com menor poder de negociação. Imagine que você é o cliente das 100 fornecedoras acima citadas. Você tem margens para trabalhar com elas. Exerça o poder de negociação neste caso!

Agora imagine que você tem apenas um fornecedor e fica suscetível a este em diversos momentos, seja na cobrança de preços acima do ideal, seja no atraso dos fornecimentos, seja na qualidade de produtos baixa. Aqui, mesmo em um cenário negativo fica difícil exercer o poder de negociação, afinal a correlação entre o seu negócio e o fornecimento fica altíssima, em caráter de dependência.

Mas aqui vai um adendo! Uma boa empresa é formada SEMPRE por um ecossistema. Toda empresa precisa cuidar do seu ecossistema e estabelecer parcerias duradouras no modelo ganha-ganha! Escolha muito bem seus fornecedores e cuide deles com carinho, para que eles cuidem do seu negócio também! Poder de negociação deve ser exercido com base em uma visão humana, onde toda a sua comunidade sai ganhando! No longo prazo esta mentalidade sempre vence! O mesmo vale para os clientes, ok?

Rivalidade entre os concorrentes – como opera seu nicho?

Finalmente, a quinta e última análise consiste em se ater ao grau de competição do seu mercado. Você nada em um Oceano Azul calmo ou em um Oceano Vermelho cercado por tubarões. Como regra geral (oferta e demanda), quanto mais players no seu meio, maior a competição e a rivalidade, o que vai formar potencialmente uma “guerra nos negócios”, onde os territórios a serem conquistados geralmente são os preços, margens, lucros e etc.

Mercados dominados operam com margens líquidas menores, ao mesmo tempo que mercados mais exclusivos operam com margens líquidas maiores. Varejo – margem baixa. Carros de luxo – margem alta. Tudo neste caso depende da oferta e demanda e, mais uma vez, as melhores saídas sempre são os diferenciais competitivos.

Ciclo PDCA, o ciclo virtuoso do Planeje, Faça, Verifique e Melhore!

O Ciclo PDCA é uma ferramenta cíclica usada para o desenvolvimento da melhoria contínua de produtos, serviços e processos. Traçadas as estratégias e os planos, essa é a ferramenta que pode nos colocar em movimento, ou seja, para executarmos nossas estratégias vencedoras.

PDCA é um acrônimo de palavras em inglês, em que cada letra representa um termo e esses, por sua vez, representam uma fase do ciclo: Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar) e Act (Agir). Melhor ainda, esta é uma metodologia cíclica e constante, ou seja, pode ser exercida em um negócio por anos e anos, gerando resultados que podem ser melhorados ao fim de outros ciclos. Claro, tudo depende de um contexto específico!

Por exemplo, se o PDCA for aplicado para melhorar a qualidade de um produto, à medida que a meta for cumprida (independente de quantos ciclos demore), o PDCA cumpriu sua função e pode-se encerrar o ciclo. Entretanto, se o PDCA está sendo usado para a melhoria de qualidade de um processo contínuo dentro da empresa ele pode permanecer sendo usado, sem interrupções, já que não há um objetivo ou meta a ser batida, e sim, apenas a constante evolução do processo em questão.

Figura 2. Ciclo PDCA.
Figura 2. Ciclo PDCA.

Ainda, a ferramenta PDCA pode ser vista como uma forma de auxiliar e monitorar os objetivos e metas definidos durante o Planejamento Estratégico. Como foi dito no início, melhor do que apenas planejar é também executar. Por isso, coloque as forças do seu negócio para rodar neste ciclo e serem todos os dias aperfeiçoadas. Coloque também suas fraquezas para que elas possam ser corrigidas e virem forças.

Afinal, melhorando o desempenho da empresa, tanto na esfera da qualidade, quanto na esfera da eficiência (pela melhoria contínua de processos internos), pode-se obter um diferencial estratégico em frente ao mercado, demonstrando assim a importância desta ferramenta de gestão. Contudo, vamos aos quatro pilares:

Plan (Planejar) – Estrategicamente, óbvio!

Na fase de planejamento do ciclo, deve-se constatar os problemas a serem resolvidos, bem como a importância de resolver essas questões (o valor que será agregado à operação). Segundo Napoleão (2018), nessa etapa o cenário ou problema é analisado e, diante disso, deve ser construído um plano contendo os passos que se pretende realizar ao longo do resto do ciclo.

Além disso, é nesta fase que são estabelecidos os objetivos e as metas do ciclo. Vale a nota de que toda meta e objetivo deve estar atrelada a um prazo, ou seja, o ciclo tem período de duração estabelecido (salvo a exceção do PDCA estar sendo usado para a melhoria contínua de determinado processo, como ressaltado anteriormente).

Ainda, além da definição da meta e do prazo, deve-se tornar ambos os fatores mensuráveis. Para isso, Junior (2017) recomenda que se estabeleçam neste momento indicadores de desempenho, que mostrarão se o objetivo final está mesmo sendo alcançado.

Assim, pode-se traçar um objetivo que direciona e motiva a equipe, evitando possíveis desvios ao longo da execução do ciclo, principalmente aqueles causados por desorganização envolvendo o não cumprimento de tarefas.

Do (Executar) – Faça!

Nessa fase, ocorrerá a execução de tudo que foi projetado na etapa anterior. Essa é a etapa mais importante do processo, afinal, é daqui que sairão os resultados finais, sejam eles positivos ou negativos. Para evitar adversidades, aconselha-se algumas precauções, tanto com os recursos humanos quanto com os recursos materiais.

Para Junior (2017), o ideal antes de iniciar a fase de execução é treinar todos os envolvidos no processo para garantir que todos estejam comprometidos e tudo saia conforme o planejamento realizado na fase anterior. Outra recomendação é que todos os recursos que serão necessários para a fase de execução sejam adquiridos antes de iniciar o processo.

E é sempre bom ressaltar, umas das características mais interessantes para um empreendedor é sua capacidade de execução de projetos, ou seja, a prática de colocar ideias em movimento. Caso não haja execução, o planejamento não vale muita coisa, afinal, as ideias precisam se materializar para gerarem resultados.

Check (Verificar) – as métricas do sucesso

Na fase de verificação é feita a avaliação geral da forma como se executou o ciclo, visando levantar os pontos positivos e negativos do projeto, além dos objetivos que foram alcançados e dos que não foram alcançados. É aqui onde serão usados os indicadores de desempenho estabelecidos na fase de planejamento.

Por isso, pode valer a pena investir em criar as melhores métricas para cada caso específico, sendo que essas podem ser mais simples, para um produto local, por exemplo, ou podem estar baseadas em análises de Data Bases, como no caso de negócios globais como Youtube e Spotify. Fato é: seu progresso precisa ser mensurado de alguma forma, e essa forma de mensuração deve ser objetiva, tanto no tocante aos dados quantitativos, quanto nos dados qualitativos.

E, não necessariamente a fase de checagem deve começar apenas após a fase de execução. Quanto mais cedo os resultados forem acompanhados, mais rapidamente se pode conhecê-los. Então, fica claro que embora o PDCA seja um processo cíclico, isto não significa que duas fases não possam ocorrer concomitantemente.

Act (Agir) – O que será feito daqui para frente?

A fase de ação é baseada nos resultados avaliados na fase de verificação. A pergunta que precisamos responder é exatamente a do título. Com o resultado em mãos, qual o melhor plano agora? A empresa, então, deve tomar um posicionamento sobre como agir em caso de sucesso ou insucesso da operação de melhora na qualidade do produto, processo ou serviço.

Em caso de sucesso, pode-se usar o modelo de operação vigente novamente, afinal, ele funcionou bem para a conjuntura que foi planejada. Caso ocorra o revés e os objetivos não sejam alcançados, indica-se que o empreendedor procure as imprecisões que causaram esse problema e as corrijam no próximo ciclo que deverá ser iniciado para alcançar o objetivo proposto.

Em outras palavras, aquilo que é bom deve ser implementado no cotidiano da empresa e deve gerar resultados que vão muito além do que a pesquisa no momento do PDCA propõe. O que foi um insucesso, não está perdido! É apenas mais uma oportunidade para que a empresa cresça e aprenda com seus erros, o qual todos nós, em algum momento, cometemos!

O ADECA Agronegócios e o Planejamento Estratégico

No final das contas, somos um grupo de pessoas que respira o Planejamento Estratégico voltado para o empreendedorismo. Desde 2003 no mercado, trabalhamos com Plano de Negócios, Viabilidade Econômica, Engenharia de Projetos para empresas que querem colocar no papel aquilo tudo o que já citamos aqui!

E claro, além das ferramentas citadas, vamos mais além e com a ajuda de ferramentas mais complexas, conseguimos modelar e estudar negócios de diferentes áreas. Os empreendedores sabem a importância de ter em mãos um Plano de Negócios para começar um novo projeto ou empresa, ou até mesmo expandir seu negócio já existente!

Para quem tem interesse em desenvolver um Planejamento Estratégico detalhado, de forma simples e rápida, com um baixo custo e de altíssima qualidade, entre no site do ADECA Agronegócios e conheça todo o nosso portfólio de produtos. Temos certeza de que algum se encaixa com o seu negócio!

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