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Reprodução bovina

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Guzerá
Foto: BOY Fotógrafo.

Introdução

reprodução bovina é um tema de grande relevância para quem decide investir na criação de gado, seja de corte ou de leite. Para que haja qualidade garantida na produção, alguns fatores devem ser considerados, pois esse segmento é competitivo e erros não são bem tolerados.

Devido ao fato de que o ciclo reprodutivo dos bovinos é longo e só gera um descendente a cada parto, a eficiência na reprodução se faz fundamental. Uma boa eficiência reprodutiva, seja pelo acasalamento ou pela inseminação artificial, permite maior vida útil aos animais e mais nascimentos de bezerros.

Cuidados do pós-parto da vaca são também indispensáveis para que o animal fique prenhe novamente o mais rápido possível, e com isso tenha um melhor aproveitamento de sua vida reprodutiva. Na atualidade, vários estudos dispõem ao produtor inúmeras informações e tecnologias que podem ser utilizadas para reduzir os custos na produção, sendo que as principais serão evidenciadas nesse texto. 

Como é realizada a reprodução bovina?

O aumento da eficiência reprodutiva das fêmeas é a prioridade do médico veterinário que atua no segmento da reprodução. Basicamente, isso significa reduzir o tempo de desmame, acelerar a reprodução para ter mais filhotes, estimular o ganho de peso mais rápido (no caso da bovinocultura de corte) e potencializar a quantidade de litros de leite produzida anualmente (no caso da bovinocultura leiteira).

Como já mencionado, o Brasil tem um mercado bastante competitivo, com um dos maiores rebanhos do planeta. Então, não dá para deixar a qualidade em segundo plano. Sendo assim, é de suma importância que o especialista na área observe as características relacionadas à saúde do animal e entenda os seus limites, a fim de obter uma produção eficiente. 

Biotecnologias reprodutivas

Tanto no ramo da bovinocultura de corte quanto na bovinocultura de leite, alcançar a eficiência reprodutiva é fundamental para ter um bom desempenho na reprodução e produção bovina.  No entanto, antes de decidir qual o momento ideal para submeter uma vaca ao processo reprodutivo, é ideal conhecer a fundo todas as biotécnicas e identificar qual é a mais indicada em cada caso. 

Diagnóstico gestacional por meio de palpação retal

A principal biotécnica reprodutiva que abre leque para as demais é a palpação retal. Este exame tem como finalidade verificar a anatomia interna dos órgãos reprodutivos, assim como observar o estágio do ciclo estral no qual a vaca se encontra. É neste momento que é possível observar a presença do corpo lúteo, glândula que é essencial para a liberação do óvulo, e o seu tamanho que indica o melhor momento para a inseminação. Outra aplicação importante da palpação retal é o diagnóstico gestacional, ainda que mais tardio, e a confirmação da viabilidade fetal. 

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Inseminação artificial

A inseminação artificial é uma técnica que consiste em eleger o sêmen de um touro com as características genéticas desejadas para o rebanho e implementá-lo diretamente no útero da fêmea. Essa técnica é considerada uma boa técnica de reprodução tendo em vista que através desta é possível padronizar os animais possibilitando um melhoramento genético e reduzir o tempo de trabalho, uma vez que não precisa ser feita a monta para a concepção do bezerro. Além disso, possibilita a comercialização de material genético de animais de qualquer lugar do país e ainda evita acidentes comuns na hora da monta natural. 

O primeiro passo é identificar o período de cio das vacas, em seguida, os animais que passarão pela inseminação são separados do restante. As fêmeas precisam passar por um processo rigoroso de higienização e o sêmen do touro é extraído do botijão de armazenamento com muito cuidado. O descongelamento do material deve ser feito em água numa temperatura de 37°C durante trinta segundos. O sêmen deve, então, ser depositado no útero da vaca. Esse procedimento demanda grande habilidade e precisão. 

O passo a passo para realizar esta técnica consiste em:

  • identificar o cio das vacas;
  • apartar os animais que serão inseminados;
  • higienizar o animal;
  • retirar o sêmen do botijão de armazenamento com cuidado;
  • descongelar o material na água a uma temperatura de 37° por 30 segundos;
  • depositar o sêmen no útero da fêmea.

Todas essas etapas são extremamente delicadas e exigem precisão. Por isso, o médico veterinário precisa estar devidamente treinado para realizar tais passos.

Inseminação artificial em Tempo Fixo (IATF)

A inseminação artificial por tempo fixo (IAFT) é uma biotécnica que possibilita acelerar a reprodução de bovinos leiteiros e de corte, tendo em vista que muitos animais são inseminados em um mesmo período, sem que haja observação do ciclo estral (ponto fraco da inseminação artificial tradicional). A ideia é sincronizar os períodos férteis das fêmeas bovinas para um mesmo período do ano. Desse modo, a ideia é reduzir o tempo entre os partos e concentrar em uma única época do ano. Para a IATF ter bons resultados, é importante  inseminar o maior número de animais em horários com uma boa taxa de concepção, como no início da manhã ou da noite. 

Para essa técnica o médico veterinário lança mão de hormônios e fármacos que mimetizam substâncias produzidas pelo organismo do próprio animal, e sendo assim não são prejudiciais à saúde do rebanho. Através dessas substâncias é possível realizar a sincronização dos cios, diminuindo o tempo ocioso da vaca em campo, fazendo com que essa passe a produzir um bezerro por ano.

Além disso, vale salientar que o uso dessa técnica implica cuidados em relação à higiene dos animais e uma técnica mais apurada de recuperação pós-parto. As fêmeas precisam passar por um sistema de nutrição diferenciado para conseguir ter saúde para seguir nesse ritmo reprodutivo. 

Assim, para alcançar bons resultados com essa biotécnica é necessário seguir alguns protocolos, que são:

  • manter um controle sanitário eficaz;
  • cuidar do pós-parto das fêmeas para que a recuperação seja rápida;
  • realizar o manejo nutricional eficaz para o desempenho nutritivo;
  • fazer controle rigoroso de fertilidade, descartando animais inférteis ou subférteis;
  • fazer o monitoramento do ciclo estral, assim como o desenvolvimento do corpo lúteo; 
  • identificar o momento exato da ovulação para que a taxa de concepção seja melhor.  

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Aspiração Folicular para FIV

A aspiração folicular é uma biotécnica reprodutiva avançada na fertilização in vitro, que tem como objetivo retirar os óvulos imaturos dos ovários das vacas com o auxílio de um ultrassom. Esses óvulos serão implantados em uma fêmea receptora. Esse procedimento é interessante quando se tem um animal em idade avançada e com boas características genéticas, pois o mesmo possibilita a obtenção de animais descendentes, mesmo quando já não são adequadas para a gestação (vacas mais velhas ou com histórico ruim).

O objetivo é aumentar o número embriões produzidos a partir de uma mesma doadora, normalmente com características genéticas desejáveis ao rebanho. Com isso, essa técnica é capaz de manter a alta qualidade genética dos bezerros e melhor aproveitamento das fêmeas que em situações normais produziriam apenas um bezerro por ano. 

Transferência de Embriões em Bovinos

A transferência de embriões (TE) é também uma biotecnologia reprodutiva para produzir descendentes com características genéticas superiores. A TE consiste em estimular a produção de óvulos em uma fêmea doadora que apresenta bom potencial genético, para que suas características possam ser transmitidas aos seus descendentes. 

Quando esses óvulos estiverem no estágio adequado de desenvolvimento, ele será fecundado pelo espermatozoide de um macho de características também desejáveis, normalmente via inseminação artificial. Em seguida o embrião deve se desenvolver por um período pré-determinado e então ser aspirado e implantado na fêmea receptora. 

A principal vantagem da TE para a reprodução bovina é a possibilidade de uma mesma fêmea bovina produzir um número maior de descendentes já que, com a monta natural, ela só poderia gestar 1 bezerro por ano, enquanto com a TE pode chegar a 10. Como resultado, cresce o rebanho com características genéticas adequadas ao objetivo do produtor.

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Sexagem fetal

A realização da sexagem fetal é útil principalmente, para comercialização de fêmeas receptoras com prenhez de um determinado sexo. Além disso, determinadas produções têm preferência por um sexo em detrimento do outro, como é o caso das fazendas de leite que optam pela criação de fêmeas.

Monta natural

A monta natural ocorre nos casos em que é realizada a cópula entre macho e fêmea sem a interferência do homem. Em condições fisiológicas, um touro é capaz de realizar de três a cinco coberturas por dia, entretanto esse ritmo pode se tornar reduzido com o passar do tempo. Considera-se que geralmente, o macho é apto a satisfazer a necessidade de um grupo de 30 a 50 vacas durante um período de monta de em média quatro meses. Nessa condição, o touro pode passar de períodos de excessiva atividade sexual a longos períodos improdutivos, diminuindo de forma significativa o número de nascimentos do rebanho.

Diagnóstico gestacional precoce

Feito através da palpação retal a partir dos 45 dias, o diagnóstico precoce da gestação é realizado para identificar o sucesso de aplicações biotécnicas de reprodução. Lançando mão da ultrassonografia é possível identificar a presença ou ausência do embrião aproximadamente 29 dias após a biotécnicas, já em casos de exames mais avançados, como uso do doppler, esse período cai para 19 dias.

É importante ter esse programa de diagnóstico gestacional na reprodução bovina para que o profissional possa se planejar melhor quanto ao manejo do rebanho. Além disso, quanto antes for identificado a falha na concepção, mais rápido a vaca poderá retornar ao serviço e ser inseminada novamente, reduzindo assim as chances de perder a produção.

>> Leia mais em: “Cria: 5 principais entraves”. Nesta entrevista, Rodrigo Paniago, da Boviplan Consultoria Agropecuária nos responde as principais dúvidas sobre a fase de cria e comenta seus principais entraves.

>> Leia mais entrevistas em: “Recria: 5 principais entraves”. Neste texto, Marco Balsalobre responde quais são os principais entraves desta fase e porque ela é tão negligenciada.

>> Leia mais entrevistas em: “Engorda: 7 principais entraves”. Neste texto, Rogério Fernandes Domingues fala um pouco mais sobre os principais entraves na engorda e como isso pode ser prejudicial ao produtor.

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