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O futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina brasileira: Insumos

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Gado no Pasto e o Sol se pondo no horizonte.
Foto: @adrianogarcia.

Pode parecer distante, mas 2040 já está aí. E, para o agronegócio, é sempre melhor estarmos com um pé na frente no que se refere à planejamento da produção, certo?

Diante disso, a Agromove traz alguns artigos para você, produtor, já ir se preparando para o cenário da cadeia produtiva da carne bovina nos próximos anos. Para isso, utilizamos o Relatório do CiCarne/Embrapa O Futuro da Cadeia Produtiva de Carne Bovina Brasileira: Uma Visão Para 2040como base.

Em relação ao setor de insumos, como saúde e genética de gado de corte, prepare-se para o controle biológico de parasitas e avanços na qualidade da carne  através da transgenia.

Já pensou em terapias alternativas e biológicas de tratamento de doenças, com maior difusão de biotécnicas de reprodução, animais geneticamente modificados a campo e medicamentos com baixo resíduo? Pois, é isso que os estudos de hoje nos trarão caso os produtores adotem essas técnicas.

Aos poucos, poderemos visualizar a erradicação de doenças que causam grandes perdas econômicas em bovinos, além de ampliação das práticas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) na pecuária de corte.

Talvez até uso mais expressivo de raças taurinas no Brasil, diminuição da resistência de carrapatos, utilização de hormônios anabólicos para terminação de bovinos de corte e utilização de clonagem no rebanho.

As vacinações compulsórias continuarão a existir, mas dessa vez para potencializar o controle das doenças e evitando o avanço de possíveis novas emergências.

Já em relação à nutrição e forrageiras, aposte em adoção de ILPF em grande escala, pois este será um dos principais estímulos para mudanças no setor.

Veremos mais recuperação de pastagens degradadas e redução na área de pastagens utilizadas para bovinos de corte. O mercado de suplementação mineral será mais movimentado, uma vez que haverá mais aporte nesse ramo.

Para melhor esclarecimento desses assuntos, mostraremos a seguir alguns eventos que estão previstos para acontecer e suas probabilidades reais.

Tabela 1. Insumos no ramo saúde e genética. Fonte: O futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina brasileira: uma visão para 2040.
Tabela 1. Insumos no ramo saúde e genética. Fonte: O futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina brasileira: uma visão para 2040. CiCarne/Embrapa.
Tabela 2. Insumos no ramo nutrição e pastagens. Fonte: O futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina brasileira: uma visão para 2040.
Tabela 2. Insumos no ramo nutrição e pastagens. Fonte: O futuro da Cadeia Produtiva da Carne Bovina brasileira: uma visão para 2040. CiCarne/Embrapa.

Saúde

No ramo da saúde de animais, o que podemos prever é uma alta adoção da técnica de IATF, que consiste promover a sincronização da ovulação das fêmeas bovinas após a administração de medicamentos em dias predeterminados.

Vaca e bezerro recém nascido. Foto: Fazenda Ponte Alta.
Foto: Fazenda Ponte Alta.

Grande parte dos próximos passos nesse ramo envolvem a consolidação dessa técnica que permite que um lote de vacas paridas ou novilhas e possam ser inseminadas todas no mesmo dia, sem a necessidade de observação de cio.

Dentre as vantagens dessa técnica podemos citar:

  • viabilizar a inseminação artificial;
  • promover o melhoramento genético do rebanho;
  • aumentar a taxa de prenhez ao final da estação de monta;
  • reduzir o intervalo entre partos do rebanho;
  • antecipar a concepção dos lotes;
  • reduzir a idade ao abate;
  • aumentar o peso ao desmame.

Como já citado, podemos apostar na modificação genética em bovinos, com o objetivo de exterminar algumas doenças, adaptar os animais a certos ambientes e até mesmo para uma melhor qualidade da carne. A ideia é boa e até promissora, porém necessita de mais entendimento sobre a influência desses animais para o bioma.

Sabemos também que a clonagem já é possível, porém os entraves como alto custo e viabilidade da técnica a deixaram de lado. Mas, ao que tudo indica, ela não foi abolida e ainda poderá aparecer no ramo em alguns anos.

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Nutrição

A nutrição de bovinos pode caminhar para dois lados:

Podemos prever um aumento no consumo nacional de suplementos minerais para gado de corte. Isso se deve ao aumento da produção e da conscientização do produtor.

Por outro lado, melhorias na técnica de manejo de pastagem e integração de culturas pode levar a diminuição da suplementação. Isso porque as forrageiras serão mais ricas em nutrientes, o que suprirá as necessidades do animal.

Bezerros no cocho. Fonte: Nutrição e Saúde Animal.
Fonte: Nutrição e Saúde Animal.

Hoje, sabemos que grande parte das rações, principalmente aquelas à base de milho, apresentam micotoxinas. Essas micotoxinas são metabólitos tóxicos produzidos por diversos fungos e podem contaminar direta ou indiretamente os alimentos como milho, trigo, aveia e cevada.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), essas micotoxinas podem afetar um quarto dos grãos produzidos no mundo.

A fim de resolver este problema, muitos produtos conhecidos como adsorventes foram introduzidos no mercado. Dessa forma, podemos contar com uma maior fiscalização de produtos destinados à alimentação de animais no Brasil.

Simuladores Econômicos para Bovinos a Pasto e para Confinamentos.

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Forrageiras

Vaca pastejando. Fonte: EducaPoint.
Fonte: EducaPoint.

Como sabemos, pesquisas para o desenvolvimento e melhoria de pastagens é algo muito forte e concreto no agronegócio, por isso, é difícil prever o quanto avançaremos nesse ramo até 2040, mas, de certa forma, sabemos que irá aumentar.

Outro fator importante é a limpeza do pasto. É sempre importante estar com ela em dia para evitar problemas com a fiscalização e até mesmo com os animais que tendo acesso a algumas plantas daninhas, podem apresentar intoxicação. A utilização de drones tem ajudado muito nesse sentido.

Em relação às pragas que atacam as pastagens, como cigarrinhas, percevejos e lagartas, hoje em dia o controle é realizado através da diversificação do pasto, controle da altura do capim, uso de adubações e até mesmo com o uso de químicos e biológicos.

Em relação à 2040, podemos dizer que a maioria das pastagens será limpa com defensivos agrícolas e bioquímicos que irão auxiliar na limpeza e na defesa contra esses insetos, o que vai melhorar a produtividade e a qualidade nutritiva das forrageiras.

Porém, não podemos esquecer das desvantagens desse método, o preço alto dos produtos e as pressões comerciais são desfavoráveis para o produtor.

A ideia é que até 2040, mais pesquisas devem ser realizadas com o objetivo de desenvolver moléculas e provar a eficácia das já existentes.

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Maquinários

A pecuária de precisão já é uma realidade para o Brasil e para o agro no geral. Ela amplia as possibilidades do agronegócio, facilitando a gestão de dados e possibilitando um maior controle sobre a produção.

As principais vantagens são:

  • facilidade na obtenção de dados em campo;
  • auxilia na tomada de decisões;
  • praticidade de acesso às informações por meio de softwares e aplicativos facilmente acessíveis.

Atualmente, temos um crescente interesse por essa tecnologia com utilização em diversas áreas como nutrição, pastagens e movimentação do gado.

Para os próximos anos, a tendência é o aumento de produtividade e não aumento de área. E para isso, a agricultura digital será essencial, podendo ser utilizado um maquinário específico para cada setor produtivo.

E como já dissemos, o uso de drones tem aumentando muito em campo e tende a ser um diferencial para o aumento de produtividade e rentabilidade da pecuária brasileira. Além de serem mais específicos para focos de pragas e problemas na fertilidade do solo, eles também são leves e fáceis de manejar.

Gado no Pasto. Fonte: Premix.
Fonte: Premix.

E, como em todo processo evolutivo e tecnológico, o uso de robôs tem sido uma nova inovação. É provável que em 2040 seja comum o uso destes na pecuária de corte. Para isso, diversas pesquisas têm sido realizadas para comprovar sua eficácia.

Exemplos disso podem ser vistos já nos dias de hoje, como o uso de alimentadores automáticos de bezerros.

Conclusão

É de fato difícil imaginar a agricultura brasileira daqui a 20 anos. Mas a cada dia, ela está mais e mais próxima.

A tecnologia, quando utilizada de forma correta, é uma grande aliada do produtor.

Por isso, devemos estar sempre atualizados quanto às inovações implementadas no agro.

Você já usa alguma dessas tecnologias em sua produção? Conte pra gente!

E caso queira saber sobre o assunto na íntegra, leia o Relatório do CiCarne/Embrapa “O futuro da cadeia produtiva da carne bovina brasileira: uma visão para 2040”.

>> Leia mais entrevistas em: “Cria: 5 principais entraves”. Nesta entrevista, Rodrigo Paniago, da Boviplan Consultoria Agropecuária nos responde as principais dúvidas sobre a fase de cria e comenta seus principais entraves.

>> Leia mais entrevistas em: “Recria: 5 principais entraves”. Neste texto, Marco Balsalobre responde quais são os principais entraves desta fase e porque ela é tão negligenciada.

>> Leia mais entrevistas em: “Engorda: 7 principais entraves”. Neste texto, Rogério Fernandes Domingues fala um pouco mais sobre os principais entraves na engorda e como isso pode ser prejudicial ao produtor.

>> Quer saber mais sobre Mercado Futuro? Leia o artigo “Mercado Futuro do Boi Gordo e Commodities: 7 cuidados básicos” do Alberto Pessina.

>> Leia mais em: “Por que devo saber o meu custo?”. Onde Alberto Pessina responde as principais dúvidas sobre gestão de custos.

>> Leia mais entrevistas em: “Margem Bruta e Eficiência Comercial”. Onde Alberto Pessina explica sobre Margem Bruta e Eficiência Comercial.

>> Leia mais entrevistas em: “Como melhorar os resultados da empresa rural?”. Onde Alberto Pessina explica que precisamos analisar uma série de fatores que influenciam na produtividade e rentabilidade do negócio para atingir bons resultados. E é fundamental se ter uma boa gestão das atividades da propriedade rural.

>> Assista nossos webinars em https://blog.agromove.com.br/webinars/

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