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Vazio Sanitário da Soja

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Vazio sanitário da Soja. Foto: Aprosoja.
Vazio sanitário da Soja. Foto: Aprosoja.

Introdução

Segundo a EMBRAPA (s.d.), o vazio sanitário da soja é o período de no mínimo 60 dias sem a cultura e plantas voluntárias no campo. No Brasil, treze estados e o Distrito Federal adotaram essa medida e, além do Brasil, o Paraguai também estabeleceu o período de vazio sanitário, lá chamado de “pausa fitossanitária”. O objetivo do vazio sanitário é reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática durante a entressafra e assim, atrasar a ocorrência da doença na safra. A ferrugem asiática da soja é a principal doença da principal cultura cultivada no país e por isso pode comprometer em muito a agricultura nacional, sendo então fundamental a realização do vazio sanitário da soja de forma adequada.

Como funciona o Vazio Sanitário

Para que se entenda de que maneira atua o período de vazio sanitário no controle da ferrugem asiática da soja é necessário entender primeiramente como a doença age sobre a cultura. A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e foi observada pela primeira vez no Brasil na safra 2000/2001 e em menos de um ano depois já estava presente em quase todos estados produtores. Ainda no seu início, ela causou grandes prejuízos, na região de Primavera do Leste, Mato Grosso. A doença já apresentava níveis epidêmicos na safra 2004/2005, aumentando o número de aplicações de fungicidas e causando até abandono da lavoura.

O fungo responsável pela ferrugem possui esporos (urediniósporos) disseminados pelo vento, podendo se deslocar por grandes distâncias. Estes esporos são então depositados nas folhas das plantas de soja, sendo que são necessárias condições favoráveis para que ocorra a infecção, como um mínimo de 6 horas de molhamento foliar e temperatura entre 15 e 25°C.

Em seguida, o fungo da ferrugem penetra na cutícula das folhas de soja para infectar a planta, sendo que dentro de alguns dias já poderão ser observados alguns sintomas como pontos de coloração mais escura do que o tecido sadio das folhas. Na parte abaxial das folhas ocorrem então as urédias, que são lesões também chamadas de pústulas de coloração marrom ou castanha. Nas urédias são formados os esporos que serão dispersos no ambiente, dando início a um novo ciclo. Esse ciclo pode ser visto de maneira esquematizada na figura 1.  Foi com base no período de viabilidade desses esporos (55 dias) que o Consórcio Antiferrugem (CAF) propôs ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) a elaboração de uma instrução normativa que impunha um período de 90 dias sem a presença de plantas verdes de soja na entressafra em 2005.

O fungo Phakopsora pachyrhizi, que causa a ferrugem asiática, é biotrófico, o que significa que precisa de hospedeiro vivo para se desenvolver e multiplicar. Ao eliminarmos as plantas de soja na entressafra, “quebramos” o ciclo do fungo, reduzindo assim a quantidade de esporos presentes no ambiente e consequentemente, diminuindo a pressão da doença nas lavouras. E assim, eliminando possíveis plantas hospedeiras, é que o vazio sanitário faz seu papel preventivo.

Figura 1. Ciclo da ferrugem asiática da soja. Disponível em: https://blog.aegro.com.br/ciclo-da-ferrugem-da-soja/
Figura 1. Ciclo da ferrugem asiática da soja. Disponível em: https://blog.aegro.com.br/ciclo-da-ferrugem-da-soja/

Períodos de Vazio Sanitário

Os períodos de vazio sanitário são diferentes para cada um dos estados que o adotam, havendo inclusive mais de um período para alguns estados. Para que os produtores respeitem o vazio sanitário, é preciso destruir as plantas de soja remanescentes após a colheita, seja por meios químicos ou físicos. Ficam isentos da medida casos específicos, como áreas de pesquisa científica, áreas de produção de sementes genéticas e, em alguns casos, áreas de frustração de safra, desde que autorizadas e monitoradas pelo órgão estadual responsável.

Em caso de descumprimento do vazio sanitário o produtor está sujeito a multas cujos valores variam de acordo com o estado da propriedade.

Figura 2. Períodos de vazio sanitário. Fonte: EMBRAPA (s.d.).

Calendarização da Semeadura da Soja

A calendarização da semeadura da soja é a criação de uma data final para plantar a cultura durante a safra. Tal prática foi estabelecida por normativas estaduais de sete estados produtores de soja, sendo eles Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Tocantins e Bahia.

A calendarização tem como objetivo reduzir as aplicações de fungicidas durante a safra e, consequentemente, diminuir a pressão de seleção de resistentes dos fungos aos fungicidas do mercado. Isso ocorre visto que a semeaduras tardia de soja pode receber inóculos do fungo nos estádios vegetativos, aumentando a necessidade e antecipando as aplicações de fungicidas, gerando um maior número de aplicações. Dessa forma, quanto maior o número de aplicações, maiores são as chances de acelerar o processo de seleção de populações resistentes, diminuindo a eficiência dos fungicidas existentes e aumentando a severidade da doença.

Figura 3. Períodos de semeadura de soja. Fonte: EMBRAPA (s.d.).

Para saber mais sobre a cultura da soja aguarde as próximas publicações ou entre em contato com o Grupo de Apoio à Pesquisa e Extensão – GAPE que possui área de atuação em nutrição de plantas e adubação.

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>> Você quer saber sobre as principais pragas da cultura da soja? Leia o artigo “5 principais pragas da cultura da soja”.

>> Entenda o que é e como funciona a inoculação de bactérias na cultura da soja, um o processo bioquímico de extrema importância econômica, e seu impacto no manejo da produção. Leia o artigo “Inoculação de bactérias na cultura da soja”.

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Referências

CHINELATO, Gressa. Ciclo da ferrugem da soja e novidades da doença para esta safra. 2020. Disponível em: https://blog.aegro.com.br/ciclo-da-ferrugem-da-soja/. Acesso em: 02 maio 2021.

EMBRAPA (ed.). Vazio sanitário e calendarização da semeadura da soja. Disponível em: https://www.embrapa.br/soja/ferrugem/vaziosanitariocalendarizacaosemeadura. Acesso em: 02 maio 2021.

SEIXAS, Claudine Dinali Santos; GODOY, Cláudia Vieira. Vazio sanitário: panorama nacional e medidas de monitoramento. Anais do simpósio brasileiro de ferrugem asiática da soja, p. 23, 2007.

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