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Adubação para Altas Produtividades do Sorgo

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Sorgo

O sorgo é cultivado principalmente na segunda safra, quando a janela de plantio de milho fica estreita, sendo muito empregado na alimentação e nutrição animal. Para a safra 20/21, é estimada a produção 2,5 milhões de toneladas, com uma produtividade média de 3,1 t/ha ou 52 sc/ha (para sorgo grão), sendo que o maior produtor nacional é o estado de Goiás. Visto isto, é interessante a otimização das operações de adubação para se obter maiores produtividades. Por isso, esse artigo visa recomendar o manejo da correção do perfil do solo e a recomendação de adubação necessária, visando maior disponibilização de elementos essenciais para o desenvolvimento da cultura.

Práticas corretivas e de condicionamento do solo

A acidez do solo, o elevado teor de Al (alumínio) tóxico e baixos teores de Ca (cálcio), Mg (magnésio) e P (fósforo) – nutrientes que afetam o desenvolvimento radicular, são os principais limitadores de altas produtividades nos solos tropicais, os quais são naturalmente ácidos devido ao intenso processo de intemperismo sofrido durante sua formação. Desta forma, a correção da acidez superficial e o condicionamento subsuperficial são práticas essenciais para obter maior eficiência da adubação e manejo do solo, sendo a calagem, a gessagem, a fosfatagem e a potassagem, as práticas mais aplicadas.

Calagem

A calagem é a prática utilizada para correção da acidez do solo na camada superficial (0-20 cm), pois é capaz de neutralizar os íons H+ presentes na solução do solo, fornecimento Ca e Mg e, consequente elevação da saturação por bases (V%). Além disso, por corrigir o pH do solo, ela aumenta a disponibilidade de nutrientes importantes como nitrogênio (N), enxofre (S), boro (B), potássio (K) e fósforo (P).

A necessidade de calagem (NC) a ser utilizada em determinada área depende do tipo de solo e do sistema de produção a ser desenvolvido. Os métodos mais utilizados para a cultura do sorgo baseiam-se nos teores de Ca e Mg ou no valor de V%, ambos para a camada de 0-20cm. Conforme demonstrado abaixo:

Necessidade de Calagem.
Necessidade de Calagem.

Em que:

  • NC = Necessidade de calagem (t.ha-1)
  • Ca = teor de cálcio fornecido pela análise química do solo (mmolc.dm-3)
  • Mg = teor de magnésio fornecido pela análise química do solo (mmolc.dm-3)
  • PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do corretivo (%)
Necessidade de calagem.
Necessidade de calagem.

Em que:

  • NC = Necessidade de calagem (t.ha-1)
  • V1 = saturação por bases atual do solo (%)
  • V2 = saturação por bases desejada pela cultura do sorgo (60%)
  • CTC = Capacidade de troca de cátions (mmolc.dm-3)
  • PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do corretivo (%)

Para que o calcário reaja no solo, é necessária umidade suficiente e também que se respeite o tempo de sua solubilização, sendo recomendada a aplicação 3 meses antes da semeadura. Assim, a época mais adequada para a calagem é o final do período chuvoso anterior à semeadura ou no início da estação chuvosa, pouco antes da semeadura, a depender do operacional disponível. A forma mais comum de aplicação é aquela em que se distribui o produto uniformemente na superfície do solo, seguida ou não da incorporação, de acordo com o sistema de cultivo utilizado.

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Gessagem

A aplicação de gesso agrícola tem por objetivo aumentar os teores de cálcio e enxofre nas camadas de solo mais profundas, onde o calcário tem efeito menor por conta das limitações de solubilidade e percolação, e diminuir a saturação por alumínio e sua atividade nas camadas subsuperficiais. Além disso, ele pode ser utilizado como fonte de Ca e, principalmente, de S, e tem papel fundamental na percolação de outros nutrientes para camadas mais profundas.

A necessidade de gessagem (NG) é analisada a partir da amostragem do solo nas profundidades de 20-40cm para a cultura do sorgo. E podem ser seguidos os seguintes critérios para recomendação da aplicação de gesso:

  • Segundo Sousa et al. (2004):
    • 1) Teor de Ca < 5 mmolc.dm-3;
    • 2) Saturação por alumínio (m%) na CTC efetiva > 20%.
  • Segundo Alvarez V. et al. (1999):
    • 1) Teor de Ca < 5 mmolc.dm-3;
    • 2) Teor de Al > 5 mmolc.dm-3;
    • 3) Saturação por alumínio (m%) na CTC efetiva > 30%.

Quando atender a algum desses critérios, o cálculo para gessagem pode feito através da seguinte equação (com base nos valores de V% em subsuperfície).

Necessidade de gessagem.
Necessidade de gessagem.

Em que:

  • NG = Necessidade de gessagem (t.ha-1)
  • V1 = saturação por bases atual do solo (%)
  • V2 = saturação por bases desejada pela cultura do sorgo (60%)
  • CTC = Capacidade de troca de cátions (mmolc.dm-3)

Ou também pode ser calculada com base no teor de argila, conforme a equação abaixo:

Necessidade de gessagem.
Necessidade de gessagem.

Assim como o calcário, o gesso também necessita de umidade e tempo para reagir no solo e surtir os benefícios para as plantas, desta forma, recomenda-se a aplicação após a aplicação de calcário e cerca de dois meses antes do plantio. De forma que coincida com períodos chuvosos. Ele pode ser aplicado a lanço.

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Fosfatagem

O fósforo é um elemento que realiza uma ligação muito forte no solo, chamada de fixação, assim, a fosfatagem é uma prática que busca preencher os sítios de adsorção de P, principalmente com o uso de fertilizantes de baixa solubilidade, aumentando a eficiência da adubação fosfatada.  Ela é recomendada quando:

1) CTC < 60mmolc.dm-3;

2) Argila < 30%;

3) P resina < 15 mg.dm-3.

A dose de fertilizante fosfatado necessária para se atingir esse nível de disponibilidade pode ser estimada pelo método baseado na capacidade tampão de P no solo (CTP), conforme descrito pela equação:

Fosfatagem.
Fosfatagem.
  • P2 = teor de P desejado
  • P1 = teor de P atual no solo

Para definir o nível crítico de P no solo e a capacidade tampão, pode-se consultar a tabela abaixo:

Tabela 1. Nível crítico (sequeiro) e capacidade tampão de fósforo (resina).  Fonte: Adaptado de Souza et al., (2006).
Tabela 1. Nível crítico (sequeiro) e capacidade tampão de fósforo (resina). Fonte: Adaptado de Souza et al., (2006).

A aplicação é recomendada após a calagem e gessagem, a lanço com a incorporação ou não no solo, dependendo do sistema utilizado.

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Potassagem

Em algumas situações específicas de solos com mais de 20% de argila e pobres em potássio, pode ser recomendável proceder a uma adubação potássica corretiva a lanço, visando a correção dessa deficiência. Para solos com menos de 20% de argila, a correção em área total não é recomendada, pois a baixa CTC, comum nestes solos, pode levar a perdas acentuadas de K por lixiviação. Desta forma, a potassagem é utilizada para elevar os níveis do nutriente no solo até um valor considerado adequado para obter 95% do rendimento máximo da cultura. A fonte mais utilizada para essa prática é o KCl, sendo que é recomendada a aplicação após a calagem, a lanço em área total.

A potassagem pode ser calculada basicamente de duas formas, dependendo da textura do solo:

  • Método de saturação por potássio

Este método é recomendado principalmente no caso de solos argilosos, visa elevar o teor de K na CTC efetiva a 4% e leva em conta o teor de K no solo na camada 0-20cm e a CTC do solo.

Potassagem. Método de saturação por potássio.
Potassagem. Método de saturação por potássio.

*Os valores de CTC e K devem ser apresentados em mmolc.dm-3.

  • Método por nível crítico

Este método é recomendado principalmente no caso de solos arenosos, visa elevar o teor de K acima de 2 mmolc.dm-3 e leva em conta o teor de K no solo.

Potassagem. Método por nível crítico.
Potassagem. Método por nível crítico.

* Os valores de K devem ser apresentados em mmolc.dm-3.

Exigências nutricionais

As exigências nutricionais do sorgo variam de acordo com a produtividade esperada. A tabela 2 apresenta a extração e exportação de nutrientes pela cultura durante seu ciclo. Para se fazer uma adubação equilibrada, entre outros parâmetros de manejo a serem considerados, deve-se ter conhecimento do quanto a planta extrai do sistema de produção, do quanto ela exporta na forma de grãos ou silagem. O N e o P são praticamente translocados para os grãos, e os demais, principalmente K, Ca, Mg ficam mais contidos nos restos culturais. Porém, devido à grande quantidade exportada pelos grãos, faz-se necessária e reposição de nutrientes para o cultivo da safra seguinte. Para o sorgo destinado para forragem, como toda a planta é retirada do solo, é necessária a reposição completa de nutrientes na safra seguinte.

Tabela 2. Extração média de nutrientes pela cultura do sorgo em diferentes níveis de produtividade.  Fonte: Adaptado de Pitta et al. (2001).
Tabela 2. Extração média de nutrientes pela cultura do sorgo em diferentes níveis de produtividade. Fonte:  Adaptado de Pitta et al. (2001).

Fases de desenvolvimento e relação com nutrientes

Há fases no desenvolvimento da cultura que exigem mais nutrientes, devido à maior extração para formação das estruturas reprodutivas e enchimento de grãos. Sendo que durante os primeiros 20 a 30 dias após a emergência (DAE), as plantas crescem lentamente e, após esse período, elas se desenvolvem rapidamente acumulando matéria seca. Portanto, a partir do estágio 3, que é a diferenciação do ponto de crescimento, até os estádios 7 e 8, em que ocorre a acumulação de matéria seca dos grãos (figura 1), temos as fases críticas para deficiência de nutrientes.

Figura 1. Fases de desenvolvimento da cultura do sorgo.  Fonte: Adaptado de Rodrigues et al.
Figura 1. Fases de desenvolvimento da cultura do sorgo. Fonte: Adaptado de Rodrigues et al.
Simulador Econômico para Cria, Recria e Engorda da Agromove
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Importância e deficiências dos nutrientes no sorgo

De acordo com a tabela de extração de nutrientes, é possível estimar a demanda da cultura e, caso não seja atendida, há efeitos negativos no desenvolvimento da cultura, resultando em perda de produtividade. A diagnose de cada sintoma de determinado elemento devido à deficiência nutricional e o conhecimento da sua função fisiológica é essencial para o manejo adequado da cultura e, consequentemente, bons rendimentos.

Nitrogênio

Participa dos processos da fotossíntese, respiração, crescimento, diferenciação celular, desenvolvimento e atividade radicular e na genética das plantas. Os sintomas de deficiência começam a surgir nas folhas velhas como um amarelecimento da ponta para a base da folha em forma de V, seguida de necrose, dilaceramento de colmos finos, e redução do tamanho da panícula e produção de grãos (figura 2).

Figura 2. Sintomas de deficiência de nitrogênio. Fonte:  Coelho (2007).
Figura 2. Sintomas de deficiência de nitrogênio. Fonte:  Coelho (2007).

Fósforo

A principal função do fósforo é na transferência de energia, como constituinte das moléculas de adenosina trifosfato (ATP). Também está presente como fosforo nucléico, açúcares fosfatados, fosfolipídios e fosfatos inorgânicos, considerado como reserva, além disso, tem função regulatória por influenciar a atividade de diversas enzimas. Nas sementes, o fósforo da fitina é uma reserva importante para garantir a germinação e essencial no metabolismo de plantas jovens. Os sintomas de deficiência começam a surgir nas folhas velhas como manchas irregulares marrons, iniciando pelas bordas e estendendo-se ao longo da folha, seguida de necrose e crescimento reduzido (figura 3).

Figura 3. Sintomas de deficiência de fósforo.  Fonte: Filho (2014).
Figura 3. Sintomas de deficiência de fósforo. Fonte: Filho (2014).

Potássio

Envolvido no crescimento meristemático, na regulação de fitormônios de crescimento e no controle da quantidade de entrada e saída de água das células e membranas. Além disso, atua como ativador enzimático. Os sintomas de deficiência começam a surgir nas folhas velhas como manchas escuras avermelhadas, seguida de necrose, começando das bordas até a nervura. Também pode apresentar pontas secas e enrolamento das extremidades, há paralização do crescimento de nós, apresentando bainhas sobrepostas (figura 4).

Figura 4. Sintomas de deficiência de potássio. Fonte: Filho (2014).
Figura 4. Sintomas de deficiência de potássio. Fonte: Filho (2014).

Cálcio

O cálcio está presente na estrutura da planta como integrante da parede celular, tem grande influência no crescimento radicular e é essencial para germinação do grão de pólen e tubo polínico, além de atuar na movimentação das graxas nas plantas. Apesar de ser altamente exigido pelas plantas do milho, os sintomas decorrentes da deficiência de Ca não são comuns, devido ao suprimento através da calagem e gessagem, e estariam associados principalmente a solos extremamente ácidos e pobres. Neste caso, os sintomas começam a surgir nas folhas jovens onde as mesmas secam, gelatinizam e grudam umas nas outras. Pode apresentar amarelecimento, secamento e clorose internerval (figura 5).

Figura 5. Sintomas de deficiência de cálcio.  Fonte: Filho (2014).
Figura 5. Sintomas de deficiência de cálcio. Fonte: Filho (2014).

Magnésio

O magnésio destaca-se como átomo central da molécula de clorofila e como ativador de um grande número de enzimas. Da mesma forma com o cálcio, sintomas de deficiência em Mg não são comuns devido ao suprimento através da calagem, principalmente quando utilizado fonte com altas concentrações de Mg (como o calcário dolomítico ou magnesiano) e estariam associados principalmente, a solos extremamente ácidos e pobres. Neste caso, os sintomas começam a surgir nas folhas velhas com o amarelecimento das margens em direção às nervuras no aspecto de estria, seguida de necrose e leve enrolamento foliar (figura 6).

Figura 6. Sintomas de deficiência de magnésio.  Fonte: Filho (2014).
Figura 6. Sintomas de deficiência de magnésio. Fonte: Filho (2014).

Enxofre

É constituinte de diversos compostos orgânicos como as ferrodoxinas (Fe-S), que atuam nas reações de oxirredução de nitrato (NO32-) e de sulfato (SO42-), e também está presente em aminoácidos, que constituem a maior fração de enxofre nas plantas. Os sintomas começam a surgir nas folhas novas como coloração amarelo-pálido ou verde suave (figura 7).

Figura 7. Sintomas de deficiência de enxofre.  Fonte: Coelho (2007).
Figura 7. Sintomas de deficiência de enxofre. Fonte: Coelho (2007).

Boro

As principais funções fisiológicas do boro (B) nas plantas, estão atribuídas ao metabolismo de carboidratos e transporte de açúcares através das membranas, síntese de ácidos nucléicos (DNA e RNA) e de fitohormônios, formação e divisão celular. Os sintomas começam a surgir nas folhas novas como faixas alongadas transparentes, que evoluem para manchas brancas e secas e há baixa polinização, por conta de sua participação no desenvolvimento reprodutivo, como formação do tubo polínico e formação do grão de pólen (figura 8).

Figura 8. Sintomas de deficiência de boro.  Fonte: Coelho (2007).
Figura 8. Sintomas de deficiência de boro. Fonte: Coelho (2007).

Zinco

A principal função do zinco (Zn) está relacionada com os processos metabólicos de enzimas como as desidrogenases, proteinases, peptidases e fosfohidrogenases, e no metabolismo de carboidratos e proteínas, de fosfatos e na formação de auxinas, RNA e ribossomos. Os sintomas começam a surgir nas folhas mais novas como faixas brancas e amareladas entre a nervura principal e as bordas, podendo ocorrer tons roxos e evoluir para necrose (figura 9).

Figura 9. Sintomas de deficiência de zinco.  Fonte: Coelho (2007).
Figura 9. Sintomas de deficiência de zinco. Fonte: Coelho (2007).

Ferro

O ferro (Fe) encontra-se principalmente nos cloroplastos. Os complexos orgânicos de ferro estão envolvidos no mecanismo de transferência de elétrons. Constitui também as ferrodoxinas (Fe-S), responsáveis pela oxirredução de nitratos e sulfatos. Atua ainda na formação da clorofila e exerce funções catalíticas e estruturais. Não é comum a ocorrência de deficiência por ferro nos solos tropicais, a não ser em condições de elevada disponibilidade de manganês, em decorrência do antagonismo Fe x Mn, ou em solos alcalinos. Neste caso, os sintomas começam a surgir nas folhas mais novas como clorose, na forma de estria por todo limbo foliar (figura 10).

Figura 10. Sintomas de deficiência de zinco.  Fonte: Coelho (2007).
Figura 10. Sintomas de deficiência de zinco. Fonte: Coelho (2007).

Cobre

Participa da fotossíntese, respiração, distribuição de carboidratos, redução e fixação de nitrogênio, metabolismo de proteínas e da parede celular, influencia na permeabilidade dos vasos do xilema à água, controla a produção de DNA e RNA, está envolvido nos mecanismos de resistência às doenças, influi na uniformidade da floração, frutificação, formação de nós e regula a umidade natural da planta. Os sintomas começam a surgir nas folhas mais novas como amarelecimento que começa a se enrolar, seguindo para margens necrosadas e dobramento do colmo (figura 11).

Figura 11. Sintomas de deficiência de cobre.  Fonte: Filho (2014).
Figura 11. Sintomas de deficiência de cobre. Fonte: Filho (2014).

Manganês

Atua no sistema enzimático, tem ação relevante na fotossíntese, acelera a germinação da semente e favorece a maturação das plantas. Os sintomas começam a surgir nas folhas mais novas como clorose entre as nervuras e engrossamento da textura da folha na parte que permanece verde (figura 12).

Figura 12. Sintomas de deficiência de manganês.  Fonte: Filho (2014).
Figura 12. Sintomas de deficiência de manganês. Fonte: Filho (2014).

Interpretação da análise de solo

Uma adubação efetiva e de qualidade depende diretamente de uma boa interpretação da análise de nutrientes do solo. As tabelas 3, 4 e 5 apresentam os teores baixos, adequados e altos de P e K, Mg e S e micronutrientes (B, Cu, Fe, Mn e Zn), respectivamente, no solo. Representando o nível crítico que é necessário alcançar e assim, para tomada de decisão sobre a necessidade de manutenção para fornecimento adequado às plantas, sendo que, quando os resultados da análise de solo encontram-se em níveis altos, o próprio sistema é capaz de realizar essa manutenção sozinho, não necessitando de adubação.

Tabela 3. Interpretação das classes de disponibilidade de fósforo no solo de acordo com o teor de argila e, disponibilidade de potássio.  Fonte: Adaptado de Coelho (2006).
Tabela 3. Interpretação das classes de disponibilidade de fósforo no solo de acordo com o teor de argila e, disponibilidade de potássio. Fonte: Adaptado de Coelho (2006).
Tabela 4. Interpretação das classes de disponibilidade de magnésio e enxofre no solo.  Fonte: Adaptado de Coelho (2006).
Tabela 4. Interpretação das classes de disponibilidade de magnésio e enxofre no solo. Fonte: Adaptado de Coelho (2006).
Tabela 5. Interpretação de resultados de análise de micronutrientes.  Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).
Tabela 5. Interpretação de resultados de análise de micronutrientes. Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).

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Doses de recomendação

As doses de recomendação de adubação para macronutrientes e micronutrientes foram calculadas de acordo com o teor no solo e a produtividade esperada da cultura do sorgo de acordo com o Boletim Paraná (2017) e o Boletim Cerrado (2006).

Pré-plantio

No pré-plantio é recomendada a aplicação das adubações de correções e condicionamento do solo (calagem, gessagem, fosfatagem e potassagem), por volta de 3 meses antes da semeadura a lanço e com a incorporação ou não das aplicações, a fim de atingir o V% de 60%, fornecer Ca, Mg, S e K e ocupar os sítios de P do solo, para maior eficiência da posterior adubação fosfatada.

Sulco de plantio

As dosagens de N, P2O5 e K2O para aplicação em sulco de semeadura para sorgo destinado à silagem e para pastejo estão indicadas nas tabelas 6, 7 e 8, respectivamente. A tabela 9 apresenta as doses recomendadas em sulco de plantio para micronutrientes (B, Co, Mn, Mo e Zn), sendo que para os micronutrientes há efeito residual de quatro a cinco cultivos. Assim, recomenda-se a análise foliar e acompanhamento da necessidade de aplicação em todas as safras.

Tabela 6. Recomendação de adubação nitrogenada para o cultivo do sorgo para silagem e pastejo.  Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20--?).
Tabela 6. Recomendação de adubação nitrogenada para o cultivo do sorgo para silagem e pastejo. Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20–?).
Tabela 7. Recomendação de adubação fosfatada para o cultivo do sorgo.  Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20--?).
Tabela 7. Recomendação de adubação fosfatada para o cultivo do sorgo. Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20–?).
Tabela 8. Recomendação de adubação potássica para o cultivo do sorgo.  Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20--?).
Tabela 8. Recomendação de adubação potássica para o cultivo do sorgo. Fonte: Adaptado de Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (20–?).
Tabela 9. Recomendação de adubação com micronutrientes para a cultura do sorgo.  Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).
Tabela 9. Recomendação de adubação com micronutrientes para a cultura do sorgo. Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).

Cobertura

Quando as doses recomendadas de nitrogênio no sulco forem maiores que 45 kg.ha-1 e as doses de potássio forem maiores que 80 kg.ha-1 de K2O, deve-se aplicar o excedente em duas doses iguais: a primeira entre os estádios 1 e 2 e a segunda entre os estádios 4 e 5. As doses de fósforo podem ser aplicadas inteiras no sulco.

Foliar

A adubação foliar é recomendada quando há sintomas de deficiência no campo, podendo-se pulverizar 360 l/ha com as soluções de acordo com a tabela 10.

Tabela 10. Recomendação de adubação foliar com micronutrientes para a cultura do sorgo.  Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).
Tabela 10. Recomendação de adubação foliar com micronutrientes para a cultura do sorgo. Fonte: Adaptado de Sousa e Lobato (2006).

Agora que se conhece algumas informações importantes para a nutrição e adubação da cultura do sorgo, pode-se realizar um manejo mais adequado às necessidades da cultura, o que certamente impactará na produtividade da mesma.

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Referências bibliográficas

COELHO, A.M. Cultivo do sorgo: Nutrição e adubação. Dourados MS: Embrapa Milho e Sorgo, 2007.

FILHO, O.F.L. Guia da diagnose visual de deficiências nutricionais em sorgo-sacarino. Dourados, MS: Embrapa, 2014.

PAVINATO, Paulo Sérgio et al. Manual de adubação e calagem para o estado do Paraná. 2017.

PITTA, G.V.E.; VASCONCELLOS, C.A.; ALVES, V.M.C. Fertilidade do solo e nutrição mineral do sorgo forrageiro. In: CRUZ, J.C.; PEREIRA FILHO, I.A.; RODRIGUES, J.A.S; FERREIRA, J.J. (eds.). Produção e utilização de silagem de milho e sorgo. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2001.

RODRIGUES, J. A.; MAGALHÃES, P.C.; SOUZA, T.C. Cultivo do sorgo: Ecofisiologia. Brasília, DF: Embrapa, s.d.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIÊNCIA DO SOLO. Manual de adubação e calagem para o estado do Paraná. Paraná: SBCS, 2004. SOUSA, D.M.G; LOBATO, E. Cerrado: correção do solo e adubação. Brasília, DF: Embrapa Cerrados, 2. Ed, 2004.

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