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Adubação para Altas Produtividades da Cana-de-açúcar

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Cana-de-açúcar

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, sendo o estado de São Paulo, o maior produtor da União. Com uma produtividade média que varia por ano em torno de 75 t.ha-1, os canaviais brasileiros têm potencial para superar o marco dos três dígitos de produtividade e alcançar patamares cada vez mais altos de qualidade de produção (CONAB, 2021).

Para isso, é necessária uma conjuntura de fatores que permitam o pleno desenvolvimento da cultura. Dentre eles, podemos citar o clima, a variedade escolhida para plantio e a devida nutrição da planta durante o seu ciclo. Para este último, é necessária uma noção diferenciada do manejo, sabendo o que aplicar, quando aplicar e onde aplicar, a fim de obter o máximo ganho da cultura, eliminando variáveis passíveis de limitarem a produção (DE OLIVEIRA, 2007).

Práticas Corretivas

As práticas corretivas visam melhorar o ambiente edáfico nos quais as plantas se desenvolvem. Nesse sentido, para melhorar a eficiência da aplicação de fertilizantes no solo, deve-se proporcionar uma boa condição de solo, seja adequando o pH, melhorando a disponibilidade de nutrientes ou diminuindo a concentração de elementos tóxicos. Ao proporcionar uma forma adequada ao solo, o produtor garante uma melhor distribuição das raízes ocasionando maior absorção de água e, consequentemente, de nutrientes (MALAVOLTA, 1997).

Calagem

A calagem é uma prática realizada com a finalidade de corrigir a acidez do solo, bem como fornecer Cálcio (Ca) e Magnésio (Mg). Para tal, estipula-se um nível adequado para a elevação da Saturação de Bases (V%) na Capacidade de troca de cátions (CTC), no caso, 60%. A prática aumenta a disponibilidade de nutrientes à planta, portanto, é benéfica ao crescimento vegetal, proporcionando melhor produtividade.

Para a cana-de-açúcar, recomenda-se calagem quando:

  • V% menor que 60;
  • Teores de Cálcio e Magnésio < 30 mmolcdm-3.

Na cultura da cana-de-açúcar, a calagem pode ser realizada em cana-planta e em soqueira, seguindo as fórmulas abaixo:

Cana-planta

Deve-se realizar o cálculo utilizando a fórmula a partir da saturação por bases (A) e a partir do teor de Ca e Mg (B), selecionando o resultado equivalente a maior dose (VITTI & MAZZA, 1998).

Necessidade de calagem a partir da saturação por bases.
Necessidade de calagem a partir da saturação por bases.

Em que:

NC = Necessidade de calagem, em t.ha-1;

V1 = Saturação por bases na camada (0-20 cm);

V2 = Saturação por bases na camada (20-40 cm);

CTC1 = Capacidade de troca de cátions, em mmolcdm-3;

PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário, em %;

Observação: caso a amostragem seja feita de 0-25 cm e 25-50 cm, multiplicar a dose de calcário por 1,25 para compensar a maior profundidade considerada.

Necessidade de calagem a partir do teor de Ca e Mg.
Necessidade de calagem a partir do teor de Ca e Mg.

Em que:

NC = Necessidade de calagem, em t.ha-1;

Ca = teor de Ca na camada de 20-40 ou 25-50 cm, em mmolcdm-3;

Mg = teor de Mg na camada de 20-40 ou 25-50 cm, em mmolcdm-3;

PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário, em %.

Vale ressaltar que para o sucesso da calagem deve-se aplicar o corretivo em área total, de dois a três meses antes do plantio e procurar incorporar o mais profundamente possível na implantação do canavial. Também deve-se atentar com a uniformidade, teor de magnésio e PRNT do calcário (VITTI & MAZZA, 1998).

Soqueira

A calagem deve ser realizada logo após o segundo e quarto cortes, com base nas análises de solo feitas após o primeiro e terceiro cortes, caso o V% seja menor que 50. Não ultrapassar a dose de 3 t.ha-1, mas caso seja necessário, aplicar o restante no ano seguinte.

Assim como na cana-planta, utiliza-se duas fórmulas para o cálculo da calagem, sendo uma calculada a partir dos teores de Ca e Mg, igual mostrado na cana-planta e outra com base no V%, demonstrada a seguir:

Necessidade de calagem com base no V%.
Necessidade de calagem com base no V%.

Em que:

NC = Necessidade de calagem, em t.ha-1;

V1 = Saturação por bases na camada (0-20 ou 0-25 cm);

CTC = Capacidade de troca de cátions, em mmolcdm-3;

PRNT = Poder Relativo de Neutralização Total do calcário, em %.

A mesma observação feita na cana-planta é válida para cana-soca e deve-se escolher a fórmula que resulta em maior dose (VITTI & MAZZA, 1998).

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Gessagem

A gessagem gera efeitos benéficos, principalmente à subsuperfície, aumentando o teor de cálcio (Ca) e enxofre (S), e reduzindo a atividade de alumínio (Al3+) dos horizontes mais profundos do solo. Além disso, aumenta a saturação por bases em subsuperfície (V%) (VITTI & MAZZA, 1998). 

É recomendado realizar a gessagem quando a análise de subsuperfície (20-40 ou 25-50 cm) estiver nas seguintes condições:

  • Teor de Ca < 5 mmolcdm-3 ou 0,5 cmolcdm-3;
  • Al > 5 mmolcdm-3 ou 0,5 mmolcdm-3;
  • Saturação por alumínio (m%) > 30.

Para o cálculo da dosagem de gesso deve-se utilizar a fórmula:

Necessidade de gessagem.
Necessidade de gessagem.

Em que:

NG = Necessidade de gessagem, em t.ha-1;

V1 = Saturação por bases encontrada na análise de solo de 20-40 ou 25-50 cm;

CTC = Capacidade de troca de cátions da camada 20-40 ou 25-50 cm, em mmolcdm-3.

Em casos da dose calculada ser maior ou igual a 1 t.ha-1, o gesso, além de condicionar a subsuperfície, servirá como fonte de enxofre para três cortes.

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Fosfatagem

A fosfatagem visa aumentar a eficiência da adubação fosfatada, aumentando o teor total de fósforo (P) do solo. Deve ser feita com uma fonte pouco solúvel e antes da adubação de plantio, para evitar que o adubo solúvel, que será aplicado no futuro, fique indisponibilizado. 

É realizada quando o solo apresenta as seguintes condições:

  • CTC < 60 mmolcdm-3;
  • Argila < 30 %;
  • P resina < 15 mg.dm-3 ou P Mehlich nas classes muito baixa e baixa.

Quando o solo estiver nessas condições, recomenda-se adotar as doses de P2O5 descritas na tabela abaixo, aplicar em área total, após a calagem e gessagem e antes do uso da grade de nivelamento.

Tabela 1: Doses de fósforo a serem aplicadas em fosfatagem.  Fonte: SANTOS, 2016.
Tabela 1: Doses de fósforo a serem aplicadas em fosfatagem. Fonte: SANTOS, 2016.

Os principais benefícios da fosfatagem estão envolvidos com maior quantidade de P no solo (maior fixação), maior volume de solo explorado pelas raízes, maior absorção de água e de nutrientes, melhor resistência a pragas e doenças e maior aproveitamento do P2O5 aplicado ao sulco, resultando em maiores produtividades na cana-de-açúcar (SANTOS, 2016).

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Adubação de Plantio

A adubação de plantio baseia-se no histórico da área, nos resultados da análise de solo (camada 00-20 cm, principalmente) e na produtividade esperada (OLIVEIRA et al., 2007).

Em suma, para os nutrientes nitrogênio, fósforo e potássio, a recomendação de adubação pode-se seguir as doses estabelecidas pela tabela abaixo adaptada de Santos e Borém (2016).

Tabela 2: Adubação mineral de plantio de cana-de-açúcar com base em análise de solo.
Tabela 2: Adubação mineral de plantio de cana-de-açúcar com base em análise de solo.
1Em solos com teor de argila ≤ 30%, realizar a fosfatagem e acrescentar 150 kg.ha-1 de P2O5no sulco de plantio. 2Antes do fechamento do canavial, na operação “quebra-lombo”.

Deve-se atentar a adubação nitrogenada e realizar aplicação de doses menores (30 a 40 kg.ha-1) em áreas de expansão e em solos mais arenosos. A aplicação de doses maiores (50 a 60 kg.ha-1) deve ser realizada em áreas de reforma e em solos mais argilosos. No caso de haver o cultivo de leguminosas em condições adequadas, em áreas de reforma, a adubação de N em plantio não se faz necessária (DE OLIVEIRA, 2007).

Além dos macronutrientes, é preciso se atentar a adubação de plantio com os micronutrientes como Boro (B), Zinco (Zn), Cobre (Cu) e Manganês (Mn), seguindo as doses mostradas na tabela abaixo:

Tabela 3: Doses e fontes de micronutrientes para a adubação, em função do teor de nutrientes no solo. Fonte: Adaptado de Santos e Borém, 2016.
Tabela 3: Doses e fontes de micronutrientes para a adubação, em função do teor de nutrientes no solo. Fonte: Adaptado de Santos e Borém, 2016.
*Observação: doses menores para solos arenosos e maiores para argilosos.
** Solos muito arenosos.

As doses da tabela são para aplicações na forma sólida e via solo, juntamente com a formulação de plantio, disponibilizando a quantidade ideal de micronutrientes para 5 cortes. Somente o B é uma exceção, pois deve ser aplicado anualmente nas soqueiras entre os valores de 0,7 a 1,0 kg.ha-1, devido à dinâmica do nutriente.

Outra maneira de se realizar essa adubação de plantio é de forma fluída, em que os micronutrientes podem ser fornecidos nas doses de 0,5 a 1,0 kg.ha-1 (B e Cu) e 1,0 a 1,5 kg.ha-1 (Zn), sendo as doses menores para produtos quelatizados e fosfitos e doses maiores para produtos à bases de sais (DE OLIVEIRA, 2007).

Tal forma de adubação fornece resíduo de Cu e Zn para dois cortes e assim como na via sólida, o B deve ser aplicado anualmente com a dosagem de 0,7 a 1,0 kg.ha-1 (DE OLIVEIRA, 2007).

Torta de Filtro

A adoção da adubação orgânica é essencial no setor sucroenergético, visto que essa indústria gera diversos resíduos que podem ser utilizados como subprodutos com alto potencial térmico e econômico para a cultura da cana-de-açúcar (Júnior et al., 2011). Os subprodutos mais utilizados são a torta de filtro, vinhaça, fuligem ou cinza.

Um dos principais pontos da torta de filtro é em relação aos processos de transformação que ela passa até o ponto ideal de aplicação em sulco. Quando a torta sai da usina ela apresenta cerca de 70 a 75% de umidade e com baixa concentração de nutrientes. Dessa forma, para aumentar a concentração e melhorar a escoabilidade dos aplicadores são muito utilizados os processos de condicionamento, enriquecimento e compostagem da torta de filtro (SANTOS; BORÉM, 2016).

Figura 1: Torta de filtro. Disponível em: https://www.fazfacil.com.br/jardim/amendoim-como-plantar-e-colher/.
Figura 1: Torta de filtro. Disponível em: https://www.fazfacil.com.br/jardim/amendoim-como-plantar-e-colher/ .

O uso da torta de filtro condicionada/enriquecida visa a substituição total do N, P2O5 e parcial do K2O. Portanto, é essencial atentar-se as concentrações dos nutrientes após os diversos processos que o subproduto sofre para sua utilização (JÚNIOR et. al, 2011).

Em suma, é benéfico para as usinas adotarem o uso desse subproduto, já que como mostrado por Júnior et. al (2011), em sua pesquisa com torta de filtro, a produção foi maximizada com a associação dessa adubação orgânica com 50% da adubação mineral. Sendo assim, uma maneira sustentável e eficaz de aumentar a produtividade e reduzir os custos com fertilizantes minerais.

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Adubação de Cobertura

Uma das principais práticas da adubação de cobertura na cana-de-açúcar é a aplicação de vinhaça como fertirrigação. Já existem diversos experimentos que comprovam a eficácia desse subproduto, atrelados a economia em relação a compra de fertilizantes minerais e não poluição do lençol freático quando aplicado corretamente (PENATTI, 2013).

Para calcular a dose de vinhaça a ser aplicada deve-se seguir a fórmula proposta pelo Prof. Dr. José Luiz Demattê em janeiro de 2005:

Fórmula para cálculo da dose de vinhaça.
Fórmula para cálculo da dose de vinhaça.

Em que:

CTC = Capacidade de Troca Catiônica, expressa em cmolcdm-3;

Ks = Concentração de potássio no solo, expresso em cmolcdm-3, à profundidade de 0,80 metros de profundidade;

Kvi = Concentração de potássio na vinhaça, expressa em kg de K2O por m3.

Como a vinhaça é oriunda de um material orgânico, ela traz uma série de benefícios ao solo, quando aplicado na dosagem correta. Segundo Neves et al. (1983), a aplicação de vinhaça pode promover um incremento nas condições físicas do solo e ainda influenciar na solubilidade e mobilidade dos nutrientes. Portanto, esse subproduto torna-se uma boa opção para todas as usinas do setor sucroenergético.

Adubação de Soqueira

Para a adubação de cana-soca, deve-se atentar ao sistema de colheita, podendo ser cana queimada ou cana crua. No sistema de cana queimada, é utilizado o fogo para queimar a palhada e facilitar a colheita, já no sistema de cana crua não há despalha a fogo e, portanto, muita matéria seca se acumula no solo aumentando as relações C/N, C/P e C/S (PENATTI, 2013).

É importante lembrar que a prática da queima na colheita da cana-de-açúcar causa diversos prejuízos ambientais, sociais e econômicos e por isso, não será discutida a adubação nesse sistema.

Para a adubação no sistema de colheita de cana crua, podemos resumir as doses de N e K na tabela abaixo.

Tabela 4: Adubação mineral de cana crua, em função da expectativa de produtividade.  Fonte: Santos e Borém (2016).
Tabela 4: Adubação mineral de cana crua, em função da expectativa de produtividade. Fonte: Santos e Borém (2016).

A adubação fosfatada em cana-soca é um tema bem discutido atualmente devido à dificuldade de mobilidade do H2PO4 no solo. Porém, caso o fornecimento de P2O5 no plantio, tanto em área total quanto em sulco, tenha sido realizado adequadamente, a adubação fosfatada não é necessária. Em casos cujo o fósforo não foi bem manejado, o recomendado é aplicar algo próximo de 30 kg.ha-1 de P2O5 (SANTOS; BORÉM, 2016).

Em relação a gessagem, deve ser realizada quando o teor de enxofre do solo na camada de 20-40 ou 25-50 cm for inferior a 15 mg.dm-3. Nesses casos, é aplicada a dose de 1 t.ha-1 de gesso que é suficiente para suprir a necessidade de S em dois cortes na cana-de-açúcar (SANTOS; BORÉM, 2016).

Para evitar a deficiência de enxofre durante o ciclo da cultura, pode-se fornecer S no plantio a partir de fontes de P2O5, como o superfosfato simples (12% S) e MAP que apresenta enxofre elementar (9 a 15% S).  Em locais que fazem fertirrigação com vinhaça, é necessário fazer o cálculo do volume aplicado para compensar na adubação mineral. Sabe-se que 150 a 200 m-3 por ha consegue fornecer todo o potássio necessário e cerca de 50 kg de N para o solo (SANTOS; BORÉM, 2016).

Simulador Econômico para Confinamentos da Agromove.
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Manejo na Reforma

Após o plantio, o canavial convencional permite variados números de cortes, dependendo da manutenção da soqueira, índice de falhas, clima, infestações de pragas, plantas daninhas, compactação e vigor das plantas. Antes de ocorrer o primeiro corte, o talhão de cana-de-açúcar considera possuir uma “cana-planta” e logo após o primeiro corte, iniciam os ciclos da “cana-soca”, assim sendo até a reforma do canavial (BOLONHEZI, 1999).

Quando finalizado o aproveitamento do canavial e for decidido que a reforma deve ser feita, se pode tanto renovar imediatamente com cana-de-açúcar ou fazer uma rotação com culturas, prática que pode trazer benefícios físicos, químicos e biológicos ao solo. Nestas rotações, é comum o uso de espécies conhecidas como adubos verdes. Estas espécies de ciclo curto, trazem uma série de vantagens agronômicas, financeiras e sociais para o produtor (BOLONHEZI, 1999).

Figura 2: Lavoura de amendoim.  Disponível em: http://www.canaonline.com.br/conteudo/rotacao-e-reforma-de-canaviais.html.
Figura 2: Lavoura de amendoim. Disponível em: http://www.canaonline.com.br/conteudo/rotacao-e-reforma-de-canaviais.html.

Dentre os principais benefícios da rotação de culturas na reforma do canavial estão: a conservação do solo, graças a presença de cobertura na época das chuvas; o controle de daninhas no cultivo anual da cultura, evitando também, pragas hospedeiras nestas plantas daninhas e o aumento da produtividade de cana-de-açúcar, juntamente com a produção de alimentos (BETIOL, 2021).

O plantio de Crotalaria juncea pode, por exemplo, diminuir o assoreamento após feitos os sulcos de plantio, facilitando a germinação da cana-de-açúcar, bem como reciclar os nutrientes em camadas mais profundas do solo, tornar possivelmente dispensável a adubação nitrogenada no plantio, diminuir a incidência de plantas daninhas e aumentar a produtividade (BOLONHEZI, 1999).

A soja e o amendoim podem absorver os custos de implantação do canavial, como os de fertilizantes, preparo de solo e calagem. Possibilitam a fixação biológica de nitrogênio, conservação do solo e incorporação de matéria orgânica. O amendoim é menos exigente em relação à fertilidade do solo comparando com a soja, apresentando um produto de boa qualidade mesmo se plantado em solos arenosos, possuindo um bom desenvolvimento do sistema radicular (BETIOL, 2021).

Figura 3: Planta de amendoim no campo. Disponível em: https://www.fazfacil.com.br/jardim/amendoim-como-plantar-e-colher/.
Figura 3: Planta de amendoim no campo. Disponível em: https://www.fazfacil.com.br/jardim/amendoim-como-plantar-e-colher/.

Conclusão

Visto a necessidade de se buscar por fontes renováveis de energia, em meio à crise energética no país devido à falta de chuvas, a expansão da cana-de-açúcar surge como oportunidade de uma fonte sustentável e renovável. Capaz de produzir açúcar, álcool, energia dentre outros produtos. A busca pela sua nutrição adequada permite um desenvolvimento capaz de superar as expectativas de produção e melhora a relação das matrizes energéticas brasileiras, tornando-as mais ambientalmente corretas.

Novas práticas de manejo, tecnologias, estudos e pesquisas surgem todos os dias buscando fomentar a produção canavieira. Por isso, é ideal que os produtores, engenheiros e estudantes se atualizem cada vez mais e busquem sempre fontes confiáveis de informações, trazendo mais qualidade à lavoura.

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Referências

ALMEIDA JÚNIOR, Agenor B. de et alFertilidade do solo e absorção de nutrientes em cana-de-açúcar fertilizada com torta de filtro. 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbeaa/a/sgZNsQtfvRSx587NstrLGQh/?lang=pt#. Acesso em: 27 ago. 2021.

BETIOL, Olavo. Preparos conservacionistas do solo para amendoim em reforma de canavial no sistema MEIOSI. 2021.

BOLONHEZI, D.; PEREIRA, J. C. V. N. A. Plantio direto na Alta MogianaO Agronômico, Campinas, v. 51, p. 12-15, 1999.

COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira de cana-de-açúcar: quinto levantamento, safra 2020/21. Brasília, DF, 2021. Disponível em: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/cana/boletim-da-safradecana. Acesso em: 16 de ago. 2021.

DE OLIVEIRA, Mauro Wagner et al. Nutrição mineral e adubação da cana-de-açúcar. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 28, n. 239, p. 30-43, 2007.

DINARDO-MIRANDA, Leila et alCana-de-açúcar cultivo e utilização. Campinas: Instituto Agronômico, 2008.

MALAVOLTA, E.; VITTI, G. C.; OLIVEIRA, S. A. de. Avaliação do estado nutricional das plantas: princípios e aplicações. 2. ed. Piracicaba: POTAFOS, 1997. 319 p.

NEVES, M. C. P.; Lima, I. T.; Dobereiner, J. Efeito da vinhaça sobre a microflora do solo. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v.7, p.131-136, 1983.

OLIVEIRA, Mauro Wagner de et al. Nutrição mineral e adubação da cana-de-açúcarInforme Agropecuário, Belo Horizonte, v. 28, n. 239, p. 30-43, ago. 2007.

PENATTI, Claudimir Pedro. Adubação da cana-de-açúcar: 30 anos de experiência. Itu: Ottoni, 2013.

SANTOS, Fernando; BORÉM, Aluízio. Cana-de-Açúcar do Plantio à Colheita. Viçosa: UFV, 2016.

VITTI, G.C. & MAZZA, J.A. Aspectos importantes no manejo da cana-de-açúcar. FERTIZA/CEA. Piracicaba, SP 3p. 1998, (Folder Técnico).

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